domingo, 9 de julho de 2017

Férias!

O The Book Chimera vai de férias!!


O blogue vai entrar de férias, mas não desanimem, em breve estarei de volta e os passatempos continuam abertos até às datas previstas. Fiquem atentos, em breve, mais surpresas virão...

sábado, 8 de julho de 2017

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Hush Hush

Um anjo caído...


Caros leitores, hoje trago-vos uma história que, sem dúvida tinha de partilhar: Hush, hush, de Becca Fitzpatrick. Esta autora sempre foi fã de livros de aventura, licenciou-se em Saúde, no entanto, rapidamente mudou de rumo e se dirigiu para as letras. Considera-se uma pessoa normal quando não está a escrever: gosta de correr, fazer compras...

Hush, hush foi o seu primeiro romance publicado e rapidamente se transformou num sucesso à escala mundial. A coleção Hush, hush já conta com quatro obras: Crescendo, Silêncio e Finale. 


No primeiro livro desta saga literária, conhecemos Nora Grey, uma rapariga normal, boa aluna, calma e, como todas as adolescentes de dezasseis anos, com uma melhor amiga irreverente, Vee.

Faziam tudo juntas, até que um dia, o treinador de Basquetebol, que lhes dava aulas de biologia, decide reformular a disposição dos alunos na sala. Vee teve de mudar de lugar e, para a cadeira ao seu lado, veio Patch, um misterioso rapaz que mal dizia uma palavra.

Nora tinha de o conhecer. Não porque quisesse, mas devido ao trabalho de casa desse dia: tinha de reunir factos autênticos acerca do seu colega de mesa. A jovem tentou, mas Patch parecia gozar com ela sempre que abria a boca.

Tentando não reprovar no trabalho, Nora quase que persegue o rapaz, ou seria o contrário? Patch sabia sempre onde ela estava e aparecia nas mais inesperadas situações.

Agora, Nora sente-se perseguida. Chega a ter um acidente de carro quando um rapaz com uma máscara de Ski a ataca. Nessa noite, refugia-se em casa de Vee, no entanto, ao acordar, vê que o carro está em perfeitas condições. A partir daí, começa a ver coisas que talvez não existam, ou será que existem?

Elliot muda-se para a sua escola e parece interessado em tornar-se mais que seu amigo. Primeiramente, acha-o bonito e gentil, mas, por qualquer razão, não consegue tirar Patch da cabeça.

Será Nora capaz de descobrir quem a anda a atacar e, ao mesmo tempo, manter-se afastada de Patch, que pode muito bem ser o autor desses ataques? 

Adorei este livro! A história toma um ritmo alucinante à medida que vamos lendo. Começa com uma ação um pouco demorada, enquanto Patch e Nora se vão conhecendo, mas não é aborrecida. A personalidade obscura deste rapaz e a curiosidade de Nora conferem à obra um caráter deveras interessante.

Nora é uma personagem bem estruturada, gostei da forma como a autora a retrata como a típica menina bem comportada que, após alguns incidentes se torna curiosa ao ponto de espiar, enganar... Isto, também devido à presença da sua amiga Vee, uma autêntica alma livre, que faz e diz o que lhe apetece.

Patch, por outro lado, primeiramente dá-nos uma imagem um pouco conturbada de si mesmo, é rude, irónico... Mas deixa-nos sempre com a sensação de que há algo mais atrás dessa faceta dura. Mais à frente conseguimos detetar nele dimensões que, ao longo do livro pensávamos não existirem. É uma personagem que evolui na história, retirando o caráter demorado que previamente referi.

O facto de o prólogo nos dar algumas informações acerca de um anjo caído e do seu servo permite-nos tirar ilações acerca do que se poderá vir a passar na história, mas será que estamos corretos? Becca Fitzpatrick consegue fazer uma das coisas que mais gosto num livro: deixar o leitor imaginar. Deixa de ser apenas uma história e passa a fazer parte de nós, a seguir o rumo que queremos, pelo menos até descobrirmos a verdade, que nos surpreende ainda mais.

Por vezes, senti que algumas das atitudes das personagens eram um pouco rebuscadas, quer dizer, nenhum aluno de liceu normal faria tais coisas, no entanto, com o decorrer da ação, ficamos a perceber que talvez nem tenham acontecido ou, se aconteceram, terá sido dessa maneira? Tudo culmina para uma revelação surpreendente no final do livro. Como é óbvio, não vos posso contar, mas digo-vos que vale a pena ler para descobrir.

O aspeto que mais gostei foi a intensidade da relação de Nora e Patch. É, primeiramente um pouco hostil, repleta de ironia e provocações mútuas, embora maioritariamente vindas de Patch. É daqueles livros que nos faz desejar estar lá dentro e viver a vida de uma das personagens, uma vez que conseguimos, desde o início, perceber quais delas estão destinadas à grandeza.

Citação do Dia - 07/07/17

"As virtudes que se ostentam são vãs e falsas virtudes."

Jacques Bossuet

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Citação do Dia - 06/07/17

"A diferença que vai de ti aos outros, é que quando os outros morrerem, o universo continua."

Vergílio Ferreira

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Sou o Número Quatro - Recapturar o Passado!

Três Planetas, nove crianças...

Hoje trago-vos um presente do passado! É realmente fantástico como algumas obras nos fazer querer relê-las. A vítima desta vez foi Sou o Número Quatro, de Pittacus Lore, o primeiro livro da série Os Legados de Lorien.


"Pittacus Lore é um pseudónimo usado por James Frey e Jobie Hughes para escrever esta série. Pittacus Lore aparece no primeiro livro da série, Eu Sou o Número Quatro, como um ancião a quem foi confiada a história dos nove lorianos."

Daniel Jones parecia um rapaz normal. Vivia na Florida, onde tempo era sempre agradável. Encontrava-se uma festa, quando uma terceira cicatriz lhe aparece na perna, começando brilhar. Todos seus "amigos" ficam abismados e Daniel sabe o que tem a fazer.

Foge nadando e vai ter com Henri, o seu Cêpan, que já fez as malas para partirem. Têm como destino Paradise, Ohio, e produzem novas identidades. Agora, Daniel chama-se John Smith.


Acontece que John não é um rapaz normal. É um extraterrestre, um de nove que vieram para a Terra após destruição seu planeta, Lorien, por seres malvados, Mogadorianos, do planeta Mogadore. 

Cada um desses novos jovens tem consigo um Cêpan, um guardião que os ajuda a manterem-se escondidos e a protegerem-se contra quem os quer eliminar.

John é o número quatro, os primeiros três estão mortos, ele é o seguinte. Todos Lorianos na Terra têm, sobre eles, um encantamento: só podem ser mortos por ordem, assim, John sabe que é o próximo.

Ele sabe que pode ter de fugir de Paradise a qualquer momento mas não consegue resistir a apaixonar-se por Sarah Hart e a fazer de Sam Good, um excêntrico rapaz obcecado por extraterrestes, o seu melhor amigo.

Agora, John está dividido entre a sobrevivência e amor. Será capaz de fazer a escolha certa? 

Já é segunda vez que que leio este livro, mas é como se fosse a primeira. Encontrei vertentes que não tinha reparado antes, o que é sempre bom. Ainda mais se o livro for bom, o que é o caso.

A linguagem é simples e cativante, sempre do ponto de vista de John, o que nos permite compreender os sentimentos dessa personagem, desde a sua dor quase constante ao inevitável amor por Sarah. 

As descrições do espaço não são aborrecidas, mas são completas o suficiente para nos fazer perceber onde se encontram as personagens. Gostei da forma como as emoções se emparelham com o cenário. Quando a dúvida e o medo de se abatem sobre John, também o cenário parece escurecer e tornar-se mais sombrio. 

Por vezes, gostaria de ver um pouco mais de Sam e Henri, talvez por estarmos sempre na mente de John não tenhamos uma visão ampla dos que o rodeiam. Queria perceber o que os move, as razões para suas ações.

É incrível como o Pittacus Lore consegue criar não só um único mundo, mas três. Temos acesso às realidaDes de Mogadore, Lorien e da Terra. Esses dois planetas que não o nosso poderiam muito bem, com base nas suas descrições existir, o que é, sem dúvida, um ponto a favor da verosimilhança da obra.

Agora, tenho imensa vontade de saber o que acontece esses seis jovens. A história cativou-me de forma excecional, incentivando-me a reler a sua continuação: O Poder de Seis.

Citação do Dia - 05/07/17

"Há que endurecer-se mas sem jamais perder a ternura."

Antonio Guevara