sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Palavra do Dia - 20/10/17

Guru


substantivo masculino
1. Líder religioso budista ou hindu.
substantivo de dois géneros
2. Pessoa que  conselhosorientações. = GUIAMENTOR


"guru", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/guru [consultado em 15-09-2017].

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Palavra do Dia - 18/10/17

Coabitar


verbo transitivo
1. Habitar em comumpartilhar o mesmo espaço de habitação.
verbo intransitivo
2. Viver em comumcomo marido e mulher.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Palavra do Dia - 16/10/17

Léu

1. [Popular]  Ausência de preocupações ou de necessidade ou vontade de trabalhar. = ENSEJOÓCIOTUNAVAGAR

"leus", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/leus [consultado em 15-09-2017].

sábado, 14 de outubro de 2017

Palavra do Dia - 14/10/17

Friável

Que se parte ou se esboroa facilmentequebradiço.

"friável", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/fri%C3%A1vel [consultado em 14-09-2017].

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Palavra do Dia - 12/10/17

Ama

1. Mulher que cria uma criançaamamentando-a ou não.
2. Dona de casa (em relação aos empregados). = PATROA
3. Aia.
4. Governanta de casa de padre.


"amã", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/am%C3%A3 [consultado em 14-09-2017].

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Palavra do Dia - 10/10/17

Veação


1. Caça de animais bravios (gamoveadojavalietc.). = MONTARIA
2. Iguaria preparada com a carne dos animais mortos na caça.
Confrontarviação.

"veação", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/vea%C3%A7%C3%A3o [consultado em 14-09-2017].

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

domingo, 8 de outubro de 2017

Palavra do Dia - 08/10/17

Triacanto


[Botânica Que tem três espinhos.

"triacanto", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/triacanto [consultado em 14-09-2017].

sábado, 7 de outubro de 2017

Citação do Dia - 07/10/17

"A palavra ''progresso'' não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes."

Albert Einstein

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Novidades + Convite

"A Síndrome de Peter Pan de Eliana Pyhn.

O relacionamento apresentado neste livro mostra uma realidade que inúmeras mulheres enfrentam na vida quotidiana, tanto real como virtual, ao encontrarem parceiros portadores da Síndrome de Peter Pan. A história mostra as dificuldades vividas pelo homem Peter Pan e, também, pelas pessoas que se relacionam com ele. No desenrolar da trama, verá que este comportamento é muito mais comum do que se imagina, e provavelmente identificará alguém do seu convívio que possui o perfil do homem  Peter Pan.
Se este comportamento trás sofrimento as pessoas diretamente envolvidas, muito maior é o dano quando estas atitudes se multiplicam e passam a dominar o comportamento de uma sociedade. E é, precisamente o que vivemos hoje, uma sociedade carente de adultos, de referências maduras e de verdadeiros líderes, mas, saturada de comportamento adolescente. Uma sociedade de Peter Pans vive à margem do mundo real, caminhando sem rumo e sem propósito, resultando na estagnação de toda uma geração.
 

Eliana Guimarães Pyhn

Graduada em Psicologia Clínica e Naturolgia. Especialista em Iridologia e pós-graduada em Medicina Integrativa e Medicina Metabólica. Autora de diversos livros."

Palavra do Dia - 06/10/17

Quaderna


1. [Heráldica Reunião de quatro peças semelhantes (no escudo). = CADERNA
2. [Jogos Face dos dados com quatro pontos.

3. [Marinha Conjunto de madeiros curvos que nascem da quilha e nos quais se pregam as tábuas que formam ocostado do navio.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Alice no País das maravilhas

De volta ao país das maravilhas...


Mais uma vez, trago-vos o clássico "Alice no País das Maravilhas", mas agora, com um "twist". A edição que vos apresento hoje faz parte da já minha conhecida coleção "Os Livros estão loucos". 


Penso que este livro não precisa de apresentações, já todos o conhecemos, no entanto tenho de dar a conhecer a Mariana e o Simão, que nos acompanham ao longo da história e vão fazendo aquelas perguntas que sempre concebemos mas não temos a coragem fazer a Alice ou, pelo menos, que não nos parecem fazer sentido, mas, neste livro, o que faz? 

Se precisarem de um "refresh" na memória acerca da história desta obra intemporal de Lewis Carroll, poderão ler a minha opinião da história original aqui.

Parece-me que o enquadramento de Alice no País das Maravilhas na colocação na coleção "Os Livros estão Loucos" da editora Guerra e Paz foi o mais bem conseguido de entre as obras já editadas neste formato, como:



Tudo nesta obra encaixa bem, desde a própria história às imagens malucas que a acompanham. Entramos num universo quase psicadélico   de Alice ao ler este livro.

As cores berrantes, as imagens malucas, as letras que saltam das páginas,(…) conferem ao livro um carácter divertido, combinamndo perfeitamente com a narrativa.



A linguagem é extremamente acessível, como diz o slogan, é contada "Tipo aos jovens", o que permite desfrutar de uma leitura suave, rápida e extremamente divertida.

Esta coleção está realmente muito boa, adaptando clássicos da literatura que, de outra forma, nunca teria a coragem de ler.

Por isso, espero que, um dia, sejam adaptadas mais obras, no entanto, não me parece que nenhum fique tão brilhante como  Alice no País das Maravilhas.

Finalmente, quero agradecer à editora Guerra e Paz pelo exemplar que me cederam e os bons momentos que a sua leitura me proporcionou!

Palavra do Dia - 04/10/17

Grabateiro


1. [Antigo]  Fabricante de camas.
2. [Antigo]  Designação dada a pessoa que se baptizava quando pensava chegada a hora da morte.


"grabateiro", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/grabateiro [consultado em 14-09-2017].

terça-feira, 3 de outubro de 2017

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Palavra do Dia - 02/10/17

Ovino


Relativo a ou próprio de ovelha ou carneiro.

"ovina", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/ovina [consultado em 14-09-2017].

domingo, 1 de outubro de 2017

Citação do Dia - 01/10/17

"A nossa maior prova de lealdade para com outra pessoa é a nossa monstruosa deslealdade com todos os outros."

Alain Botton

sábado, 30 de setembro de 2017

Palavra do Dia - 30/09/17

Rexelo


1. [Portugal: Trás-os-Montes]  Cordeiro.
2. [Portugal: Alentejo]  Qualquer pequeno animal lanígero ou caprino.
3. Rês ovina.

"rexelo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/rexelo [consultado em 14-09-2017].

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Citação do Dia - 29/10/17

"Tudo que existe existe talvez porque outra coisa existe. Nada é, tudo coexiste: talvez assim seja certo."

Fernando Pessoa

Citação do Dia - 29/09/17

"A morte de uma pessoa é uma tragédia. A de milhões, uma estatística."

Joseph Estaline

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Palavra do Dia - 28/09/17

Sonhador


1. Que ou aquele que sonha.
2. Fantasistadevaneador.


"sonhadoramente", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/sonhadoramente [consultado em 14-09-2017].

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Citação do Dia - 27/09/17

"A história, o maior número de vezes, é a oração fúnebre dos povos mortos e a sátira ou o panegírico dos povos vivos."

Louis Bonald

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Palavra do Dia - 26/09/17

Fabácea


[Botânica Espécime das fabáceas. = LEGUMINOSA

"fabácea", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/fab%C3%A1cea [consultado em 14-09-2017].

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

domingo, 24 de setembro de 2017

A Ilha das Quatro Estações

Quatro estações, uma ilha...

Antes de mais, quero agradecer à Clube do Autor por me ter cedido  um exemplar de A Ilha das Quatro Estações!


Este livro é da autoria de Marta Coelho, licenciada em Ciências da comunicação. Foi também argumentista da série juvenil Morangos com Açúcar.

A Ilha das Quatro Estações retrata a história de quatro adolescentes, cada um com os seus demónios, e a sua estadia na tal ilha, a Ilha das Quatro Estações. O nome deve-se ao facto de a ilha estar dividida em quatro secções, cada uma com o clima e decoração da respetiva estação do ano.

Para lá vão adolescentes atormentados e, por vezes, considerados problemáticos. São-nos apresentados Catarina - Cat - Santiago - Tiago ou Santi - Misha e Rute. Deste grupo, apenas Santi se inscreveu por vontade própria no programa da Ilha. Lá, teriam de trabalhar durante um mês em cada estação.

Cat sofre com a perda da sua melhor amiga, Clara, cuja morte pensa ter sido sua culpa. Santi é atormentado pela falta de memória de um acidente de mota em que esteve envolvido, sabendo que alguém se magoou seriamente. Misha luta contra uma depressão profunda. Rute faz tudo para fugir ao namorado abusivo e aos pais que não a apoiam.

Santi e Cat apaixonam-se loucamente um pelo outro, ajudando-se mutuamente a superar o que os levou à ilha. Tomam como sua missão alegrar Misha e fazê-lo falar de novo. Quando conseguem, estes três tornam-se inseparáveis. Só mais tarde é que Rute se junta ao grupo, notando-se alguma mudança nas outras personagens, já que esta as inspirou a serem mais fortes.

Mas nem tudo é bom na ilha, alguém anda a deixar mensagens ameaçadoras a Cat e Santi. Primeiramente estes não lhes dão muita importância, mas, quando recebem fotos suas num envelope, as coisas tornam-se mais sérias...

Em primeiro lugar, é de salientar que este é um ótimo livro para férias ou simplesmente para relaxar. É uma obra leve e de rápida leitura. No entanto, penso que lhe falta alguma complexidade. 

Senti, ao ler, que se tratava de um guião e não propriamente de uma narrativa. O diálogo é abundante, ocupando cerca de 90% da obra, conferindo-lhe a tal simplicidade que já referi. 

Não há uma caracterização de espaços, personagens ou atitudes com a profundidade certa. Por exemplo, ocorrem diversas situações em que nos é dito "Ela sorri" e é assim que podemos ter acesso ao estado de espirito das personagens, de uma forma muito crua e simplista, sem grande complexidade. A isso acrescenta-se o facto de as histórias das personagens serem contadas na primeira pessoa, sem grandes pormenores. Considerei, genuinamente que faltava complexidade ao livro.

Por outro lado, a ação decorre demasiado depressa: mal começou o livro e já Cat e Santi estão apaixonados, por exemplo. Há, ainda, diversos pormenores pouco realistas, como certos riscos e atitudes que as personagens tomam e até mesmo a natureza da ilha.

Há alguns indícios que anunciam um grande mistério, algo que poderia revolucionar a estadia dos adolescentes na ilha, mas que, na realidade e na minha opinião, não aconteceu. O final deixou-me deveras desiludida. Apesar de toda a história ter um fio condutor defeituoso, digamos, o final foi um corte total com tudo o que poderíamos pensar e não se tratou de uma daquelas revelações que mudam o curso da ação, é apenas muito apressado.

Dito isto, penso que esta seria uma ótima obra para uma adaptação televisiva. Posso ter a mente toldada pelo facto de a autora ter sido argumentista, mas realmente considero que a obra se assemelha a um guião televisivo...

Palavra do Dia - 24/09/17

Camuflar


1. Colocar ou colocar-se sob aparência de outra coisa. = DISFARÇARDISSIMULARESCONDER
2. Vestir(-seou cobrir(-secom materiais ou cores que permitem confundir-se com o meio envolvente.


"camuflar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/camuflar [consultado em 14-09-2017].

sábado, 23 de setembro de 2017

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Palavra do Dia - 22/09/17

Sensacionalismo


1. Carácter ou qualidade de sensacional.
2. Divulgação de notícias exageradas ou que causem sensação.
3. [Filosofia Doutrina ou teoria em que todas as ideias são derivadas unicamente da sensação ou das percepções dos sentidos.


"sensacionalismo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/sensacionalismo [consultado em 14-09-2017].

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Palavra do Dia - 20/09/17

Tossegoso


Que tem tosse.

"tossegoso", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/tossegoso [consultado em 14-09-2017].

terça-feira, 19 de setembro de 2017

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Palavra do Dia - 18/09/17

Solano

[Botânica Género de plantas a que pertencem a erva-mouraa batateiraetc.

"solano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/solano [consultado em 14-09-2017].

domingo, 17 de setembro de 2017

Citação do Dia - 17/09/17

"Uma verdade só é verdade quando levada às últimas consequências. Até lá não é uma verdade, é uma opinião."

Vergílio Ferreira 

sábado, 16 de setembro de 2017

Palavra do Dia - 16/09/17

Pecaminoso

Que envolve pecado. = PECADOR

"pecaminoso", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/DLPO/pecaminoso [consultado em 14-09-2017].

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Festival Bang!

A autora Anne Bishop, criadora de "Letras Escarlates" e de muitas outras obras estará presente no Festival Bang! para conversar com os fãs sobre a sua obra literária.  Além disso, irão realizar-se muitas atividades, como palestras, sessões de autógrafos, exposição sobre Edgar Allan Poe, demonstrações de cosplay e momentos musicais. Vais querer perder este evento?


Citação do Dia - 15/09/17

Raspai o juiz, encontrareis o carrasco.

Victor Hugo

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Filhas Exemplares: A Vida Secreta das Mulheres que estão a transformar o Mundo Árabe.

"A vanguarda mostra-se assim: de rabo de cavalo, a rir e a comer gomas."


Katherine Zoepf, Autora de Filhas Exemplares: A Vida Secreta das Mulheres que estão a transformar o Mundo Árabe  é oriunda de Cincinnati, EUA. Licenciou-se na universidade de Princeton e na London School of Economics. 

Antes de mais, devo agradecer à ASA pela gentil oferta de um exemplar desta obra para opinião e divulgação aqui no blogue.



A autora, ao longo do livro, vai dando acesso ao leitor a partes da sua evolução pessoal. Ficamos a conhecer as razões pelas quais a sua vida levou um rumo tão peculiar: "Trabalhou como correspondente para os jornais The Times e The New York Times a partir de países como o Líbano, a Síria e o Iraque.". 

Katherine estava a trabalhar quando se sucedeu o 11 de setembro, ficando motivada a ver o Mundo Árabe pelos seus próprios olhos, a tentar descortinar os segredos ocultos nessa cultura tão diferente daquela a que estava habituada.

A explicitação das razões pelas quais a autora partiu numa jornada que muito poucos teriam coragem para fazer é, sem dúvida, um ponto a favor da qualidade deste livro, dá-lhe um certo realismo. Denota-se a revolta nas suas palavras, mas não uma revolta faminta de vingança. É sim, uma revolta ansiosa por compreensão.

Por outro lado, os longos trechos descritivos acerca da adaptação de Katherine ao Mundo Árabe tornaram-se bastante aborrecidos. Todos eles tinham uma mensagem a transmitir, mas, na minha opinião, não eram estritamente necessários ao longo do livro. Por exemplo, a autora relata minuciosamente a aprendizagem de Árabe, abordando um colega de turma americano que adotara uma visão intransigente e cruel acerca do papel da mulher na sociedade. Tenho noção que é um exemplo significativo de discriminação vinda de uma pessoa tomada como "ocidental", no entanto, tendo em conta o tema do livro, estava à espera de mais relatos acerca da Vida Secreta das Mulheres que estão a transformar o Mundo Árabe, que apenas é retratada com profundidade mais à frente no livro.


Filhas Exemplares não é um livro comum sobre o Mundo Árabe. Retrata a história de mulheres, não como ideias ou imagens abstratas, mas como seres humanos normais, valiosos  e iguais a todos os outros. Deixamos de ver apenas mulheres e passamos a ver vidas, sentimentos e, acima de tudo, vontades.

Algo que me impressionou imenso e me inspirou foi o facto de, como é dito no prólogo: "A vanguarda mostra-se assim: de rabo de cavalo, a rir e a comer gomas.". Com isto, a autora quer passar a mensagem de que, enquanto nós vemos mulheres oprimidas, que usam o Hijab e não saem à rua sem companhia masculina, ela viu o seu espaço íntimo em que falam dos seus desejos, ambições e carreiras. Só o facto de conferenciarem entre si sobre estes assuntos, sempre na ausência dos homens, mostra grande coragem.

A simplicidade com que são relatadas as histórias de mulheres oprimidas, agredidas e injustiçadas mostra-nos que nesse mundo, que consideramos tão distante e diferente, já há uma faísca de rebelião, de pensamento próprio, de vanguarda e luta por liberdade. 

Chocou-me imenso a história de uma adolescente que foi raptada e violada para proteger a imagem do seu pai (este traíra a sua mãe e o violador ameaçava revelar essa traição). Ora, sendo violada, perdera toda a sua honra e, consequentemente, a dos homens da sua família. Esta rapariga foi trancada numa instituição para jovens problemáticas pois as autoridades policiais receavam que a sua família a matasse para restaurar a honra. Um primo direito, que não tinha qualquer contacto com essa parte da família aceita casar com a jovem para restaurar a sua honra e acabam por se apaixonar.

Quando tudo parecia ter normalizado e o casal vivia num minúsculo apartamento, o irmão da rapariga assassina-a, esfaqueando-a a sangue frio. Segundo a lei, crimes de honra não são punidos, no entanto, o marido da jovem não se conformou. Lutou legalmente para que o cunhado pagasse pelo seu crime, mas, passados anos de processos legais, este foi ilibado e libertado. 

Apesar de não ter sido feita justiça, a história desta jovem correu mundo, revoltando até alguns dos mais tradicionais religiosos árabes. Foram criadas ONG para defender vítimas e possíveis vítimas de crimes de honra, bem como para levar à justiça quem os praticasse, demonstrando que há quem se preocupe, quem não se conforme e, acima de tudo, quem lute!

É esta e muitas outras histórias reais que são retratadas neste livro, incentivando-nos, não só à revolta, mas também à compreensão. Katherine Zoepf, ao viver com essas raparigas e acompanhar as suas histórias, consegue transmitir a sua compreensão ao leitor, mostrando que, apesar das vivências cruéis que algumas raparigas suportam, muito do que pensamos são dogmas sem fundamento.

domingo, 27 de agosto de 2017

O Assassino do Bobo + Resultado Passatempo

Muitos anos passaram...

Robin Hobb é conhecida por ter escrito diversas obras, entre elas toda a saga "O Assassino". A coleção "O Assassino e o Bobo" estreia-se com O Assassino do Bobo, que me foi gentilmente cedido pela editora Saída de Emergência.


Tomé Texugo, como é conhecido, aparenta ser um simples depositário do reino dos Seis Ducados, no entanto, é muito mais do que isso. Vive disfarçado de antigos inimigos que fez ao serviço do seu rei e de outros que o odeiam simplesmente por ter nascido.

Trata-se, na realidade, de FitzCavalaria Visionário, filho bastardo de um rei que abdicou do trono. O prefixo Fitz no seu nome não o deixa esquecer as origens enquanto bastardo. Há anos que vive em paz, tendo deixado para trás o oficio de assassino da família real Visionário. Com a sua mulher, Moli, criou os enteados mais novos e viu-os todos partir em busca de emprego próprio. A primeira filha de Moli, Urtiga, é também filha de Fitz, concebida antes do casamento da mulher com o seu primeiro marido, Castro, agora falecido. 

Os descendentes da linhagem visionário podem ser portadores do "Talento", um poder que lhes permite comunicar telepaticamente. O atual rei, tal como Fitz e Urtiga, é possuidor desse poder.

O anos iam passando até que, contra todas probabilidades, Moli afirma estar grávida. Quando a gravidez se prolonga por dois anos, todos começam a duvidar da sua sanidade.

Fitz sempre quis criar um filho e, apesar de parecer impossível, desejou que é criança que Moli alegadamente transportava dentro de si não fosse real. Isto porque, se fosse verdade, a criança seria mais uma Visionário bastarda, um perigo para a coroa ou um trunfo para a mesma, condenada a fugir e a defender-se ou a ser forçada a trabalhar para a família real, como o seu pai em tempos fora.

Não sei se devo revelar muito mais. Pode parecer pouco, mas isto durou metade do livro. Considero que, apesar desta "contextualização" ser necessária, podia ser mais curta e concreta. Demorei imenso tempo a ler esta obra, principalmente a sua primeira metade pelo que já referi, no entanto, após esta parte estagnada, a história toma um rumo avassalador.

Além disso, o início do livro foi incrivelmente difícil de desvendar devido aos nomes das personagens (que eram bastantes) serem características como Paciência, Altomem, Maisaltomem,… Por outro lado, o livro, sendo o primeiro da coleção "O assassino e o Bobo", não é primeira narrativa da história de FitzCavalaria Visionário, pelo que se tornou complicado aprender, compreender e recordar os aspetos relevantes acerca sua vida passada.

Depois de conseguir compreender todo este universo de vidas emaranhadas e passados secretos, consegui perceber a complexidade e dificuldade criar uma trama tão elaborada e consistente. Robin Hobb não perde pelo pormenor, ganhando realismo a cada página.

FitzCavalaria é, sem dúvida, uma personagem intrigante. Tem um passado tenebroso e sombrio mas, por essa razão, revela-se astuto e sábio. É possuidor de uma enorme empatia para com os seus familiares e, especialmente, para com Moli, a sua esposa. Devido ao seu passado, Fitz não envelhece como uma pessoa comum, parecendo mais novo do que realmente é. Assim  sendo, era alvo de coscuvilhices por parte dos criados devido à sua relação com Moli que, apesar de ser pouco mais velha que ele, quase aparenta ser sua mãe. Assim, revela-se uma personagem com um caráter forte, correto e, acima de tudo, íntegro.

Se algo que me deixou indignada foi o facto de, quando as coisas estavam mesmo a ficar interessantes, livro terminou. Chateou-me no sentido em que necessito de saber mais... No entanto, o término da obra teve uma elegância tal que nos deixa desejosos pelo próximo volume.

Bem, sem mais demoras, está na hora de anunciar vencedor de um exemplar deste livro, também este gentilmente cedido pela Saída de Emergência.

O vencedor foi escolhido através da plataforma virtual Random.org e lá foram inseridos os participantes que cumpriram todas as regras do passatempo. 

O vencedor, ou neste caso, a vencedora é Filipa Monteiro. Muitos

Parabéns, deverá receber um e-mail nos próximos dias para confirmação da morada de envio.

Muito obrigada a todos os que participaram no passatempo. Aos que não ganharam peço que não desanimem pois, em breve, mais sorteios virão, basta ficarem atentos!

domingo, 9 de julho de 2017

Férias!

O The Book Chimera vai de férias!!


O blogue vai entrar de férias, mas não desanimem, em breve estarei de volta e os passatempos continuam abertos até às datas previstas. Fiquem atentos, em breve, mais surpresas virão...

sábado, 8 de julho de 2017

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Hush Hush

Um anjo caído...


Caros leitores, hoje trago-vos uma história que, sem dúvida tinha de partilhar: Hush, hush, de Becca Fitzpatrick. Esta autora sempre foi fã de livros de aventura, licenciou-se em Saúde, no entanto, rapidamente mudou de rumo e se dirigiu para as letras. Considera-se uma pessoa normal quando não está a escrever: gosta de correr, fazer compras...

Hush, hush foi o seu primeiro romance publicado e rapidamente se transformou num sucesso à escala mundial. A coleção Hush, hush já conta com quatro obras: Crescendo, Silêncio e Finale. 


No primeiro livro desta saga literária, conhecemos Nora Grey, uma rapariga normal, boa aluna, calma e, como todas as adolescentes de dezasseis anos, com uma melhor amiga irreverente, Vee.

Faziam tudo juntas, até que um dia, o treinador de Basquetebol, que lhes dava aulas de biologia, decide reformular a disposição dos alunos na sala. Vee teve de mudar de lugar e, para a cadeira ao seu lado, veio Patch, um misterioso rapaz que mal dizia uma palavra.

Nora tinha de o conhecer. Não porque quisesse, mas devido ao trabalho de casa desse dia: tinha de reunir factos autênticos acerca do seu colega de mesa. A jovem tentou, mas Patch parecia gozar com ela sempre que abria a boca.

Tentando não reprovar no trabalho, Nora quase que persegue o rapaz, ou seria o contrário? Patch sabia sempre onde ela estava e aparecia nas mais inesperadas situações.

Agora, Nora sente-se perseguida. Chega a ter um acidente de carro quando um rapaz com uma máscara de Ski a ataca. Nessa noite, refugia-se em casa de Vee, no entanto, ao acordar, vê que o carro está em perfeitas condições. A partir daí, começa a ver coisas que talvez não existam, ou será que existem?

Elliot muda-se para a sua escola e parece interessado em tornar-se mais que seu amigo. Primeiramente, acha-o bonito e gentil, mas, por qualquer razão, não consegue tirar Patch da cabeça.

Será Nora capaz de descobrir quem a anda a atacar e, ao mesmo tempo, manter-se afastada de Patch, que pode muito bem ser o autor desses ataques? 

Adorei este livro! A história toma um ritmo alucinante à medida que vamos lendo. Começa com uma ação um pouco demorada, enquanto Patch e Nora se vão conhecendo, mas não é aborrecida. A personalidade obscura deste rapaz e a curiosidade de Nora conferem à obra um caráter deveras interessante.

Nora é uma personagem bem estruturada, gostei da forma como a autora a retrata como a típica menina bem comportada que, após alguns incidentes se torna curiosa ao ponto de espiar, enganar... Isto, também devido à presença da sua amiga Vee, uma autêntica alma livre, que faz e diz o que lhe apetece.

Patch, por outro lado, primeiramente dá-nos uma imagem um pouco conturbada de si mesmo, é rude, irónico... Mas deixa-nos sempre com a sensação de que há algo mais atrás dessa faceta dura. Mais à frente conseguimos detetar nele dimensões que, ao longo do livro pensávamos não existirem. É uma personagem que evolui na história, retirando o caráter demorado que previamente referi.

O facto de o prólogo nos dar algumas informações acerca de um anjo caído e do seu servo permite-nos tirar ilações acerca do que se poderá vir a passar na história, mas será que estamos corretos? Becca Fitzpatrick consegue fazer uma das coisas que mais gosto num livro: deixar o leitor imaginar. Deixa de ser apenas uma história e passa a fazer parte de nós, a seguir o rumo que queremos, pelo menos até descobrirmos a verdade, que nos surpreende ainda mais.

Por vezes, senti que algumas das atitudes das personagens eram um pouco rebuscadas, quer dizer, nenhum aluno de liceu normal faria tais coisas, no entanto, com o decorrer da ação, ficamos a perceber que talvez nem tenham acontecido ou, se aconteceram, terá sido dessa maneira? Tudo culmina para uma revelação surpreendente no final do livro. Como é óbvio, não vos posso contar, mas digo-vos que vale a pena ler para descobrir.

O aspeto que mais gostei foi a intensidade da relação de Nora e Patch. É, primeiramente um pouco hostil, repleta de ironia e provocações mútuas, embora maioritariamente vindas de Patch. É daqueles livros que nos faz desejar estar lá dentro e viver a vida de uma das personagens, uma vez que conseguimos, desde o início, perceber quais delas estão destinadas à grandeza.