sexta-feira, 31 de março de 2017

Citação do Dia - 31/03/17

"O que fica atrás de nós e o que jaz à nossa frente têm muito pouca importância, comparado com o que há dentro de nós."

Ralph Emerson

quinta-feira, 30 de março de 2017

As Pessoas Felizes lêem e Bebem Café

Uma história de perseverança e sofrimento...


Gostaria, antes de mais, de agradecer à editora Guerra e Paz pelo exemplar de As Pessoas Felizes lêem e Bebem Café, de Agnès Martin-Lugand, um livro absolutamente fantástico.

Agnès Martin-Lugand, psicóloga clínica, enfrentou a rejeição de muitas editoras, publicando o seu livro em E-book. Este, tendo grande sucesso, foi publicado oficialmente em 2013, atingindo um número surpreendente de exemplares vendidos. As Pessoas Felizes lêem e Bebem Café, tornou-se, assim, uma obra reconhecida internacionalmente. 


A história gira à volta de Diane, ume mulher que outrora fora feliz com o seu marido Colin e a sua filha Clara, até que a morte os separou. Colin e Clara morreram num acidente de viação, deixando para trás Diane, uma mulher agora destroçada.

Diane isolou-se em casa durante um ano, seguindo um ritual rígido em que usava o champô cujo cheiro lhe lembrava a sua filha e o perfume e roupas do seu marido. Vivia numa depressão profunda, embrenhada em memórias que não aceitava largar. O seu único apoio era Felix, o seu melhor amigo, uma vez que as relações com os seus pais e sogros ficaram extremamente abaladas após o acidente.

Após algum tempo, esta mulher decide mudar-se temporariamente para a Irlanda, o destino de férias de sonho do seu marido. Aluga uma cottage em Mulranny, uma pequena vila e, contra a vontade de Félix e da sua família, Diane deixa Paris rumo ao "exílio". Não querendo apenas curar-se e afastar-se de toda a sua dor, Diane pretendia provar, a si própria e aos outros, que era capaz de sobreviver sozinha.

Quando chega, vê-se envolvida num clima que, primeiramente, a deixa desconfortável: todas as pessoas se conheciam e eram demasiado simpáticas para o clima depressivo que a envolvia. Todas, exceto Edward, o seu vizinho. Diane vê-se forçada a criar uma amizade com Judith, irmã de Edward, uma vez que esta era completamente determinada em alegrá-la. 

Este ambiente é essencial para a sua recuperação. Diane descobre que o bem pode vir de quem menos se espera e que existem pessoas cujo único objetivo na vida é magoar. 

O final deste livro é, sem dúvida, o seu aspeto mais interessante. Não acaba como esperamos, mas envia uma mensagem muito importante: a recuperação não pode ser apoiada nos outros, tem de partir de nós próprios.

A personagem mais intrigante é, sem dúvida, Edward, que, com as suas feições "carrancudas", não parece, aos olhos de Diane, ser possuidor de empatia. Após um salvamento inesperado essa situação altera-se um pouco. Mas o caminho para a aceitação e confiança tinha apenas começado.

Penso que a personalidade de Edward poderia ter sido aprofundada. É tão misterioso que necessitamos de saber mais, no entanto, esta não é a sua história, é a de Diane, uma mulher destroçada.

As Pessoas Felizes lêem e Bebem Café remete, assim, para a cura através dos sentimentos fortes, da emoção e da perseverança. 

Outro pormenor que achei deveras interessante é a origem do título da obra: "As Pessoas Felizes lêem e Bebem Café". Antes de a ler, pensei que ler e beber café fossem a chave para a felicidade de Diane. De certa forma são, mas não da maneira que pensamos. "As Pessoas Felizes lêem e Bebem Café" é o nome do café literário que Diane gere com Félix (ou geria, antes da morte da sua família).



Assim, narrado na primeira pessoa, este livro é simplesmente extraordinário: conseguimos entrar na pele de Diane e sentir o que ela sente. Percebemos a sua tristeza, a sua raiva, o seu desânimo e, acima de tudo, a sua esperança. 

Já existe uma continuação deste romance, denominado A Vida é Fácil, Não Te Preocupes que me deixa com uma necessidade ávida de saber o que acontece a seguir. Conseguirá Diane superar o longo caminho da recuperação? 

Mais uma vez, agradeço à editora Guerra e paz pelo livro e pela confiança que depositaram em mim e no meu blogue!

Citação do Dia - 30/03/17

"Lembra-te de que as coisas mais belas do mundo são também as mais inúteis: os pavões e os lírios, por exemplo."

John Ruskin

quarta-feira, 29 de março de 2017

Citação do Dia - 29/03/17

"Um sonho que sonhes sozinho é apenas um sonho. Um sonho que sonhes em conjunto com outros é realidade."

John Lennon

terça-feira, 28 de março de 2017

Eragon - Recapturar o Passado!

O primeiro de muitos...


Eragon, o primeiro volume da saga "Herança", de Christopher Paolini, e a primeira "vítima" da rubrica Recuperar o Passado! conta-nos a história de um rapaz aparentemente normal e com uma vida pacata que estava destinado a ser algo mais.

A rubrica Recuperar o Passado! consiste repetição da leitura de livros que me marcaram. Podem ler mais sobre ela aqui. Assim, devem perceber que Eragon foi um livro importante para mim.

Christopher Paolini, autor da obra, aventurou-se no mundo da escrita desde muito cedo, escrevendo a primeira versão de Eragon aos quinze anos. Admiro-o por isso, é necessário muita inspiração para atingir tal feito em tão tenra idade.

A história começa com um jovem, abandonado pela sua mãe em casa do seu tio, a caçar na Espinha, uma cordilheira onde ninguém se atrevia a entrar, quanto mais caçar. Eragon, ao contrário de todos os outros, era bravo o suficiente para o fazer, revelando a sua coragem logo desde o início. Nessa caçada o jovem encontra uma pedra singular. Este evento muda radicalmente a sua vida, de uma maneira que ele não poderia compreender quando decidiu levá-la para casa.

Sem sucesso na caça, tentou vender a pedra, no entanto, todos se recusavam a comprá-la quando descobriam a sua origem. Mal sabia Eragon que a pedra era, na realidade, um ovo de dragão. Quando este chocou, deixou-lhe uma marca prateada na mão, Gedwëy Ignasia, a marca dos cavaleiros. Este jovem, aparentemente insignificante, tornou-se, assim, o único cavaleiro de dragão vivo além do rei tirano Galbatorix.

Chegando rumores de um novo cavaleiro aos ouvidos do rei, este manda os Raz'ac investigar o vale remoto onde Eragon passou a maior parte da sua vida. Nessa busca por respostas, os enviados do rei matam o tio de Eragon e destroem a sua casa, obrigando-o a partir com Saphira, o seu dragão, e Brom, o contador de histórias da aldeia.

Brom, revelando não ser apenas um mero contador de histórias protege e ensina Eragon a tornar-se um verdadeiro cavaleiro de dragão e prepara-o para uma demanda por Alagaësia, na qual este teria de tomar decisões que não afetariam só a sua vida, mas todo o Império.

O jovem vê-se, assim, prisioneiro de uma responsabilidade que não escolheu, tendo apenas três opções: alinhar-se com o rei tirano, morrer ou lutar. Seria Eragon tão nobre quanto pensava? Teria força para resistir?

Este livro é, na minha opinião, uma obra prima. O autor consegue captar a minha atenção de uma maneira avassaladora, de forma a desejar ler só mais um pouco. As palavras são cativantes ao ponto de me compelirem a parar o que estou a fazer para poder avançar mais umas páginas.

Com descrições longas mas leves, conseguimos ter uma imagem perfeita de cada local onde as personagens se encontram. Após ler um trecho descritivo consigo lembrar-me dos pormenores como se tivesse estado nesse mesmo local. Isso, sem dúvida, torna a leitura deste livro emocionante e aliciante.

Batalhas, inimigos, alianças improváveis e traições são apenas alguns dos obstáculos que Eragon tem de enfrentar. Estes deixam-nos sempre amarrados ao enredo, desejando, por um lado, avançar na história para perceber o final, mas por outro, parar ali para vivermos as emoções das personagens na nossa mente por mais algum tempo.

A personagem que mais me marcou foi sem dúvida Eragon, o protagonista, mas não me posso esquecer de Brom, o contador de histórias, que revela ser muito mais que isso. Este, ocultando sempre a sua identidade é a face da consciência e sabedoria ao longo do livro.

Outro pormenor, não menos importante, é o valor dado aos dragões e os traços humanos que lhes são atribuidos de forma a que possamos, não só identificar-nos com o cavaleiro, mas também com o dragão, que revela, muitas vezes, ser mais prudente e astuto que os humanos.

Nunca pensei que reler uma obra me deixasse tão emocionada como da primeira vez que a li. Por vezes havia pormenores dos quais me tinha esquecido ou até baralhado e, ao repetir a leitura, deixei-me, uma vez mais, ser cativada pelo enredo fantástico que encontramos, removendo qualquer réstia de dúvida da minha mente.

Assim, este livro deixou-me com aquela amargura mental, na qual desejo continuar a ler embora já tenha terminado o livro. Dessa forma, estou desejosa para reler Eldest, o segundo volume da saga Herança e aventurar-me nas decisões do cavaleiro.

Citação do Dia - 28/03/17

"As virtudes perdem-se no interesse como as águas do rio se perdem no mar."

François La Rochefoucauld

segunda-feira, 27 de março de 2017

domingo, 26 de março de 2017

Recapturar o Passado!

Nem tudo deve ser deixado para trás...


Sabem aquela expressão que diz: "O que está no passado deve ficar no passado" ou "O que lá vai, lá vai..."? Estou aqui para vos dizer que não é completamente verdade!

Claro que existem coisas que mais vale esquecer, mas nem tudo deve ser "fechado a sete chaves" na nossa mente. Hoje, decidi reabrir uma porta para o passado e atravessá-la. 

Vou reler uma coleção de livros! Faz já alguns anos desde que li a coleção de Christopher Paolini, cujo primeiro volume é Eragon.


Esta coletânea foi um dos pontos altos da minha vida enquanto leitora, se é que posso intitular-me assim. Está repleta de fantasia, bem, mal e o equilibro entre os dois. Constituida por quatro volumes, Eragon, Eldest, Brisingr Herança, esta sequência de narrativas ensinou-me umas boas lições de vida... Claro que não vos posso contar tudo agora, mas visitem o blog se procurarem saber mais sobre estas obras e a minha opinião acerca delas. Não deverá demorar muito...


Como nem todo o passado deve permanecer passado, repetirei a leitura desta coleção sem arrependimentos porque afirmo, com certeza, que o seu maior defeito é ter apenas quatro livros. Mas acho que é isso que torna um livro numa obra prima: o facto de dizermos que não gostámos, simplesmente porque acabou... Oxalá houvesse uma continuação fora da minha imaginação...

Citação do Dia - 26/03/17

"Não nos podemos tornar no que precisamos de ser e continuar quem somos."

Rui Santos

sábado, 25 de março de 2017

Alice no País das Maravilhas - Um Tiro no Escuro!

Um regresso à infância...


Alice no País das maravilhas é, sem dúvida, uma narrativa que todos conhecemos e amamos, desde a queda de Alice na toca do coelho até à vilã tirana, a Rainha de Copas.


Lewis Carroll, autor da obra, foi capaz de compilar esta fantasia durante um passeio de barco no rio Tamisa, tentando entreter as irmãs Liddell, suas amigas. Alice, a irmã do meio, que tinha 10 anos, adorou as aventuras da sua homónima ao ponto de pedir ao autor que as escrevesse. Deu-se, aí, o nascimento de uma das histórias mais famosas de sempre!

Tudo começa quando Alice, sentada na margem de um lago, observava a sua irmã a ler, pensando o que faria daquele livro algo interessante. Afinal, era apenas um livro! "E nem tinha diálogos!", pensou ela. Um coelho falante capta a sua atenção. Não por ser falante, nem por usar um colete, mas por ter um relógio. 

Alice segue-o até à sua toca, escorregando e caindo lá para dentro. A queda parecia nunca mais acabar, onde iria dar? Quando finalmente caiu, não se magoou, ficou apenas intrigada com uma chave e várias portas trancadas. Qual delas abriria a chave? Sem sorte, a chave abria a porta mais pequena, uma em que Alice não cabia...

A partir desse momento acompanhamos a inesquecível história dos bolos e das bebidas. "A garrafa não diz veneno. Se não diz veneno não me fará mal!", pensou Alice antes de beber. Encolheu, mas deixou a chave na mesa. E agora? Não chegava lá! Apareceu um bolo com "COME-ME" escrito com passas, comeu-o e aumentou de tamanho. 

Todos nós conhecemos o resto, o encontro com a rainha e com o chapeleiro, o chá das seis, os jardineiros que pintavam as rosas de vermelho para não serem decapitados... Em fim, uma série de impossibilidades possíveis no País das Maravilhas!

Lewis Carroll dá vida a um conto fantástico que ficará para sempre gravado nos nossos corações. Que nos levará a tempos felizes da infância que parece já ter terminado...


Este livro é de leitura rápida e fácil. Com uma linguagem simples, a obra leva-nos a pensar como gostaríamos de estar no País das Maravilhas com Alice. 

Por vezes confuso, devido aos "devaneios" mentais de Alice, que se encontram intercalados no texto principal, Alice no País das Maravilhas é uma obra intemporal, que, sem sombra de dúvida, veio para ficar!

A personagem que mais me intrigou foi a Rainha de Copas, uma mulher (ou carta, não sei bem o que lhe chamar, talvez os dois...)amarga, mesquinha, cruel e impaciente, que manda executar todos os que a incomodam. Nesse sentido, esperava algo diferente vindo dela, pensava que me iria deparar com uma dimensão mais pessoal. Isso não aconteceu. Não fiquei a conhecer as razões que a tornavam tão maquiavélica. Era apenas má e nada mais...

O que mais me conquistou, apesar de ser, por vezes, um ponto negativo, foram os tais "devaneios" da protagonista, as interrogações constantes acerca do modo como as coisas são e funcionam. Alice nunca parecia satisfeita, tinha sempre mais questões. Penso que é isso que torna o enredo tão interessante, o retorno à curiosidade infantil que muitos perdemos...

Alice, com as suas questões, é um pouco louca. Mas quem não é? O chapeleiro é louco; a lebre é louca, a rainha é "desvairada". Somos todos loucos à nossa maneira: uns mais que outros, mas é isso que nos torna felizes!

Resta uma questão: Estaria Alice a sonhar? Viajou mesmo até ao País das Maravilhas? Ou será tudo fruto da sua imaginação fértil? 



Citação do Dia - 25/03/17

"Não vos aconselho o trabalho, mas a luta. Não vos aconselho a paz, mas a vitória! Seja o vosso trabalho uma luta! Seja a vossa paz uma vitória!"


Friedrich Nietzsche

sexta-feira, 24 de março de 2017

"Yoga para crianças"!

Onde e quando?

Já ouviram falar de Yoga para Crianças? Não conhecia nem o livro nem a autora. Mas devo confessar que é um tema deveras interessante.

Penso que, ao conjugar uma atividade física com a História de Yoguini Dharma, será possível cativar mais crianças a tornarem-se adeptas de duas coisas essenciais na nossa vida: o exercício e a literatura. Não existe melhor combinação do que um corpo saudável e uma mente sã. Esse será um dos segredos para a felicidade.

E se eu disser que é possível, não só ouvir a História de Yoguini Dharma narrada pela própria autora, Estela Inácio, mas também proporcionar um bom momento para as crianças numa aula de yoga desenhada especificamente para elas? Ora, fica a dica:

Nos sábados 1 de abril,  na FNAC do Centro Comercial Vasco da Gama, pelas 11:30, e 15 de abril na FNAC  de Alfragide, à mesma hora, realizar-se-ão eventos dedicados ao yoga e, claro, às crianças, contando com a presença da autora da obra para fazer uma leitura e sessão de autógrafos.



Deixo, assim, um convite para um acontecimento que proporcionará, sem dúvida, tempo de qualidade na companhia dos mais pequenos, boas leituras e muito yoga!

Citação do Dia - 24/03/17

"No amor podemos substituir uma pessoa por outra, mas não na amizade, porque cada amigo tem o seu lugar e não podemos substitui-lo."

António Lobo Antunes

quinta-feira, 23 de março de 2017

Awesomebooks - A minha experiência!

Pareceu uma eternidade...


Finalmente chegaram! Como podem ler na publicação "(Pré)Aquisições - Awesomebooks", de 13 de março de 2017, encomendei seis livros usados e em inglês da Awesomebooks. Já os recebi! Demoraram uma semana e quatro dias, mas apenas oito dias úteis.


Pareceu uma eternidade de espera, mas, tendo em conta que a loja está sediada no Reino Unido, o envio foi relativamente rápido. Algo que me agradou imenso foi o facto de processarem e enviarem a encomenda no dia a seguir à compra. Realizei a encomenda numa sexta à noite e foi enviada no sábado.

Quanto ao estado dos livros: são usados, não esperava nenhum milagre. No entanto estou impressionada. Alguns deles parecem ter sido lidos apenas uma vez, como um livro que compramos, lemos, e colocamos na prateleira, sem intenção de lhe voltar a pegar. Outros, por sua vez, apesar de estarem em bom estado, são livros antigos, sendo, por isso, mais frágeis.

  • The Magicians Nephew (The Chronicles of Narnia):




Este livro veio em ótimo estado, considerando que tem 23 anos, foi editado em 1994. Tem apenas algumas marcas de desgaste. O pior é mesmo a idade: é um livro frágil, mas sabia disso quando o escolhi.


  • The Mortal Instuments I: City of bones, Movie Tie-in:



Apesar de ser a versão Movie Tie-in, estou impressionada. Tem ligeiras marcas de pressão na capa e aparenta ter sido aberto poucas vezes. Está em muito bom estado, como se tivesse estado muito tempo na prateleira de uma livraria, sujeito às mãos dos curiosos.

  • The Secret Circle: Initiation and the Captive v.1:




O volume I da coleção Secret Circle veio com algumas dobras na capa (que não se notam na foto). Penso que a capa do livro tem mais tendência a ganhas vincos devido ao acabamento mate. Por outro lado, esse mesmo acabamento impede que sejam muito visíveis.


  • The Awakening: AND The Struggle Bks. 1 & 2 (The Vampire Diaries):




Não tenho qualquer queixa acerca deste livro: está como novo! Só consigo reparar num desgaste mínimo nos cantos da capa. Estou muito satisfeita!

  •  The Universe in a nutshell:




The Universe in a nutshelL, de Stephen Hawking está num estado perfeito! Diria que quase se encontra novo. O único ponto negativo é o cheiro a velho que liberta ao ser folheado.
  • A brief History of time 



Talvez seja este o livro que menos me agradou. Tem uma mancha no canto inferior direito da capa e não é igual à foto apresentada no site. Por essa razão, enviei um email à Awesomebooks, que me respondeu prontamente e me prometeu o reembolso de 33% do valor do livro. Aceitei porque, apesar de estar manchado e não ser o mesmo livro da imagem apresentada, é apenas uma edição diferente.


Assim, considero que a minha experiência com a Awesomebooks foi positiva, mesmo contabilizando a necessidade de reclamação de um livro. Estes seis livros custaram cerca de 18€, numa média de 3€ por livro,  por isso, penso que o preço compensa as pequenas imperfeições que possamos encontrar.



Citação do Dia - 23/03/17

A liberdade só existe quando todos os nossos actos concordam com todo o nosso pensamento.

Agostinho Silva

quarta-feira, 22 de março de 2017

Ave de Mau Agoiro

Um acidente de viação: muito para desvendar...

Ave de Mau Agoiro é o quarto volume da coleção “Fjällbacka series” de Camilla Läckberg. Nesta obra acompanhamos, em segundo plano, os preparativos do casamento de Patrick Hedström e Erica Falk, algo pelo qual estava particularmente ansiosa. No entanto, é Anna, a irmã de Erica, que, após sair de um período de depressão devido a um acontecimento deveras traumático, a ajuda com os preparativos, uma vez que Patrick teria de, mais uma vez, trabalhar nas suas horas livres para desvendar "uns poucos" homicídios. 


Na pequena localidade de Tanumshede começam as gravações de Tanum Sempre a Abrir, um reality show que tivera muito sucesso noutras cidades. Este programa é aceite e encorajado pelo município como forma de atrair turismo à cidade,  tal como acontecera noutras localidades, onde temporadas anteriores foram gravadas. No entanto, apenas a população mais jovem e os empresários ligados ao turismo pareciam apreciar a ideia.

Por essa altura, Patrick, agente na esquadra de Tanumshede, é chamado ao local de acidente de uma única viatura, fazendo-se acompanhar de Hanna, a nova agente da esquadra. Primeiramente, pensou-se que a mulher conduzisse alcoolizada e se tivesse despistado, no entanto, devido à perspicácia de Patrick, conclui-se que se tratou de homicídio. 

A investigação deste caso é interrompida quando uma concorrente de Tanum Sempre a Abrir é assassinada. A jovem fora brutalmente espancada e abandonada num contentor do lixo. Lillemor, uma jovem órfã que se dava pelo nome de Barbie, escrevera no seu diário que, naquela pequena localidade, tinha encontrado alguém que reconhecera e a assustava, mas não conseguir o identificar. Era apenas uma sensação. 

Patrick sente remorsos por se desleixar na investigação do acidente de viação após um telefonema da companheira da vítima. Por essa razão, decide investigar um palpite. A partir daí, o agente dá de caras com um numero absurdo de casos. Patrick tem agora, não dois, mas cinco homicídios nas mãos, será capaz de os solucionar?

Este livro afastou-se um pouco das outras obras da autora, onde se encontram sempre intercaladas duas narrações: a principal e outra, que costuma ocorrer no passado. Normalmente, anseio pelo final do capítulo para ler a pequena página da narração alternativa, no entanto, neste volume achei-a extremamente aborrecida e não a consegui integrar na ação principal, não se relacionando com o tema do livro. Claro que no final se deu a grande revelação e tudo começou a fazer sentido, mas digamos que, ao longo do livro, esses trechos, na minha opinião, deixam muito a desejar.

Apesar disso, Camilla Läckberg volta a surpreender com um enredo principal misterioso e cativante, revelando que o mal pode vir de quem menos esperamos. 

A personagem que mais me marcou foi Gösta Flygare, um dos mais antigos policias da esquadra de Tanumshede, uma vez que, ao contrário do que se tinha revelado anteriormente, é um homem compassivo e gentil, revelando uma faceta até aí desconhecida. A sua participação na investigação de Patrick levantou "areias do passado" mostrando o seu lado mais sensível e amável. 

Nesta obra, a autora, ao longo da ação principal, faz algo singular ao retratar a vida de várias personagens, entre elas os concorrentes do reality show, jovens atormentados e, à primeira vista, desprezíveis, mostrando que nem sempre as coisas são o que parecem.

Ave de Mau Agoiro, remete, assim, de um ponto de vista mais objetivo, para os perigos da condução alcoolizada e da ganância, mostrando que um único erro pode arruinar imensas vidas...



Citação do Dia - 22/03/17

Toda a gente é capaz de sentir os sofrimentos de um amigo. Ver com agrado os seus êxitos exige uma natureza muito delicada.

Oscar Wilde

terça-feira, 21 de março de 2017

Citação do Dia - 21/03/17

De erro em erro, vai-se descobrindo toda a verdade.


Sigmund Freud

segunda-feira, 20 de março de 2017

O Ingénuo - Um Tiro no Escuro!

Afinal, não é assim tão antigo...

Voltaire, cujo nome era, na verdade, François Marie Arouet foi um escritor e filósofo francês do século XVIII, tornando-se uma das faces do Iluminismo. Defendeu sempre os seus ideais, mesmo vivendo num período de grande opressão, tendo, inclusive, sido exilado.


Este autor desafiou os conceitos religiosos da época, opondo-se à intolerância e combatendo o absolutismo. Para esse efeito apoiou-se na escrita, criando grandes obras satíricas que denunciavam a injustiça social.


O Ingénuo retrata a uma história do mais puro e simples amor: aquele que faz tudo pelo que ama, fazendo frente a obstáculos inimagináveis.

Um dia, caminhando calmamente pela praia de Notre-Dame de la Montagne, o vigário de Kerkabon, prior dessa terra, e a sua irmã, a menina de Kerkabon, avistaram uma pequena embarcação inglesa. Daí saiu um belo jovem, que se apresentou como sendo proveniente da Hurónia, um hurão de nome Ingénuo. Este foi acolhido no priorado e bem recebido devido à curiosidade que todos tinham pela sua terra natal.

Após uma série de acontecimentos marcantes, o prior e a sua irmã descobrem que este hurão é, na realidade, filho do seu irmão que tinha partido e nunca regressara. Assim, sem descendência, o prior adquire, como missão pessoal, converter o hurão ao cristianismo e torná-lo seu sucessor no priorado.

Uma jovem, a menina de Saint-Yves, convence-o a ser batizado e torna-se sua madrinha. Tudo muda quando estes dois se apaixonam loucamente. Essa paixão era, no entanto, proibida: ela era sua madrinha. 

Depois de um ataque de uma frota inglesa, no qual Ingénuo defende, arriscando a sua vida, a província de Notre-Dame de la Montagne, este viaja até Versalhes para falar com o rei e pedir permissão para desposar a menina Saint-Yves que, entretanto, tinha sido confinada num convento. Aí, por não estar acostumado aos hábitos e cultura franceses e ser defensor de uma vida livre, é preso segundo a acusação de cooperar com HuguenotesA ordem de prisão nada foi mais do que cartas de um alto membro da sociedade. Nada de provas, nada de julgamento, apenas uma prisão injusta.

Agora, com Ingénuo cativo, a menina Saint-Yves luta pelo homem que ama, encontrando imensos obstáculos pelo caminho e lutando contra tudo e todos. Saint-Yves vê-se confrontada com o pior da humanidade, sendo obrigada a fazer o inimaginável por Ingénuo.


Este livro é, sem dúvida, tocante. Demonstra uma balança entre o bem e o mal que não se encontra equilibrada. Os corruptos ocupam posições de poder e veem-se na possibilidade de fazerem o que quiserem, enquanto os nobres e valentes são sucumbidos às suas ordens.

Ao longo da obra são criticadas diversas classes sociais: o médico que confunde os doentes e os trata da mesma maneira, não ligando à natureza da sua doença; os altos funcionários do governo, que utilizam a sua posição para abusar do poder... Podemos ainda contar com religiosos que moldam a sua fé de modo a encaixar-se na sociedade em que se encontram, tornando-se vis e desmoralizados. O Ingénuo remete, assim, para problemas que ainda prevalecem atualmente.

Apesar de este ser um livro muito antigo, permanece atual, contando com uma linguagem que achei surpreendentemente simples e clara, mantendo sempre traços de escrita arcaica.

Encontro-me feliz pela rubrica "Um Tiro no Escuro!" me ter inspirado a ler esta obra que, de outra maneira nunca teria considerado sequer retirar da estante. Recomendo vivamente e prometo que não se arrependerão de a ler.

Citação do Dia - 20/03/17

O mundo é um lugar perigoso para se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e o deixam acontecer.


Albert Einstein

domingo, 19 de março de 2017

Viver Depois de Ti

Vitória do amor. Ou então não…


Quem não ouviu falar de "Viver Depois Ti"? O filme inspirado nesta obra correu mundo, conquistando o grande ecrã. Mas, logicamente, não estou aqui para falar de um filme. Quero contar-vos a minha experiência ao ler um dos livros mais ternos e doces que existe. 



Poderíamos dizer que é apenas a história comum, quase um clichê. Mas essa não é a verdade. Nos romances a que estamos habituados, as personagens principais acabam juntas. Aqui é diferente, uma tragédia separa os dois. Devo dizer tragédia? Na realidade, foi a escolha de um e aceitação de outro. Não poderíamos considerar este desenrolar de acontecimentos como um simples caminho para a paz? 


Viver Depois de Ti retrata a vida de uma rapariga simples, um pouco diferente, peculiar digamos.Quando Louisa Clark perde o emprego tem que procurar outras opções de carreira. Levando uma vida pacata, com um namorado simples e trabalhador: uma vida, acima de tudo, estável, Louisa nunca saiu da cidade onde vive, sentindo-se incompleta.



Após uma extensa procura de emprego, Louisa é contratada por uma senhora abastada para cuidar do seu filho que, após um acidente de mota, ficou preso uma cadeira de rodas. Will Traynor fora um homem outrora divertido, carismático e radical, que vivia no limite, até que, um dia, tudo mudou. Ao sair de sua casa numa manhã, Will é atropelado por motociclista, ficando tetraplégico. Este acidente tornou-o amargurado e triste. Levou os seus amigos, a sua namorada, todos os que alguma vez se importaram com ele. Exceto os pais, estes pareciam não desistir. Não foi apenas o acidente que afastou quase todos os que conhecia, foi o seu temperamento, a sua angústia.



Este cenário muda quando a sua mãe contrata Louisa para o auxiliar. Esta jovem é como uma lufada de ar fresco, algo nunca visto, diferente, divertida… O tempo passado no emprego, ou seja, na grande mansão de Will, afasta Louisa e o namorado, acabando com a sua relação. Leva algum tempo até que Will se aproxime e confie em Louisa, que, rapidamente, se apaixona pela sua personalidade escondida, completando a parte de si que faltava. 



Descobrindo o grande plano de Will, Louisa faz tudo para o demover da ideia, organizando planos e diversões, como umas férias num local paradisíaco. Nada disso parece resultar. Irá uma rapariga como ela ser bem sucedida?



Este livro mostra-nos o que há de melhor no amor: a perseverança, a luta, a coragem. Escrito de uma forma simples e concreta, sem rodeios, Viver Depois de Ti, surpreendeu-me pelas coisas que alguém é capaz de fazer pelo seu amado.




Jojo Moyes expõe as injustiças de uma vida que não merecia tal infortúnio, tocando nos nossos corações. Ficamos agarrados à obra, desejosos de saber mais e, ao mesmo tempo, receosos do que poderemos encontrar. 


Logicamente que considero o facto de este livro ser irreverente, algo nunca visto, uma mais valia, mas não consigo deixar de pensar no que aquele amor poderia ter conquistado se os acontecimentos seguissem outro rumo. Acho que um bom livro não é sempre aquele que acaba como queremos, às vezes deve revoltar-nos, angustiar-nos e, acima de tudo, emocionar-nos.



Viver Depois de Ti é, sem dúvida, uma obra recheada de paixão, luta, dúvida e controvérsia, levando o a leitor a deliciar-se à medida que devora palavras, desejando poder mudar o rumo da história, moldá-la aos seus desejos pessoais, evidenciando a crueldade da condição em que algumas pessoas são obrigadas a viver, sem qualquer maneira de fugir ao sofrimento...



Por vezes o amor não vence todos os obstáculos, cabe ao leitor imaginar o que podia ter sido... 








Citação do Dia - 19/03/17

"Sei que só há uma liberdade: a do pensamento."



Antoine de Saint-Exupéry

sábado, 18 de março de 2017

Teias de Cinza

Uma menina e vestígios de cinzas...


Talvez Teia de Cinzas seja o livro de Camilla Läckberg que mais evidenciou a crueldade humana. Sabendo que é ficção, não consigo deixar de ficar perplexa com os acontecimentos brutais que rondam a vila costeira de Fjällbacka.


Um homem simples, um pescador, dá com o corpo de uma criança no seu barco ao recolher os cestos de captura de lagostas que, anteriormente, lançara ao mar. Uma menina afogada, foi o que todos pensaram. Apenas um infeliz acidente quando brincava na praia, por exemplo. Nada, até aí, se revelara mais errado do que essa crença.

A menina afogou-se, sim, mas não no mar, em água doce, contendo, ainda, vestígios de sabão. Água do banho, possivelmente. Ainda mais terrível: no estômago da menina foram encontradas cinzas. Cinzas com vestígios biológicos. Seriam humanos? Quem poderia ter feito tal coisa? Era isso que Patrick Hedström teria de descobrir.

Erica, num estado quase depressivo, lida com a sua recém nascida filha, Maja, tentando confortar a sua amiga, mãe da menina assassinada, Sara. 

Sara era uma menina difícil, com um temperamento complicado, mas acima de tudo, uma criança amável, sem quaisquer inimigos em tão tenra idade para lhe fazerem tal coisa. 

Ao mesmo tempo acompanhamos, iniciando-se em 1923, a história de Agnes, uma rapariga mimada, filha de um empresário abastado. Quando Agnes engravida de um trabalhador honesto, empregado do seu pai, este deserda-a e é obrigada a mudar-se para casa de Anders, o pai do seu filho. Aí percebe que os sentimentos que tinha por Anders não existiam realmente, apenas se sentiu atraída por ele por rebeldia, por capricho de uma menina rica. 

À medida que a sua antiga vida fica para trás, Agnes torna-se cada vez mais amargurada. Cada vez odeia mais a sua vida e o seu marido, desleixando a educação dos filhos.

De novo, tudo muda quando um incêndio mata Anders e os meninos, deixando Agnes viúva. Esta embarca para a América após recusar a proposta do seu pai para voltar a casa, levando consigo uma caixa com cinzas do que restou da sua casa, do seu marido e dos seus filhos. 

Depois de algum tempo "do lado de lá", Agnes decide voltar a Gotemburgo, encontrando uma menina na viagem de volta e raptando-a. Fingiu que aquela era a sua filha e cria-a como sua, educando-a com "humildade", que era como ela chamava às colheradas de cinzas que obrigava a menina a comer.

Camilla Läckberg volta a deslumbrar-nos com um enredo absolutamente inesperado. Teias de cinza, uma obra escrita com uma fluidez incrível, lê-se muito facilmente. Talvez seja fácil demais, não que isso seja um ponto negativo, mas quem é cativado pela história devora o livro num instante.

Esta autora é incrivelmente capaz de retratar sentimentos de uma forma realista. Praticamente consigo sentir o ódio de uma avó pela neta e, acima de tudo, o ódio de Agnes pelo marido. Esse ódio é avassalador, consumindo, quase completamente, o seu ser.

Sinceramente, o que mais me chocou foi a crueldade contida numa só pessoa, capaz de envenenar lentamente o seu companheiro, tratando dele como se de de uma doença se tratasse. 

Dito isto, não penso ser este o último livro de Camilla Läckberg que vou ler. Apesar de as obras andarem à volta das mesmas personagens e de, no princípio de cada obra pensar: "Lá vamos nós, depois dos últimos volumes não pode haver grandes novidades, já tudo foi revelado!", nada disso é verdade. A autora consegue deslumbrar-me a cada palavra, deixando sempre uma dúvida recorrente, que desaparece no final.

Citação do Dia - 18/03/17


"O homem que não comete erros geralmente não faz nada."


E.J. Phelps

sexta-feira, 17 de março de 2017

Novidades - Colaboração Guerra e Paz

Mudança de Planos!


Eu sei que esta publicação deveria ser uma opinião crítica do livro "Viver Depois de Ti", mas houve uma ligeira alteração de planos. Fiquem a contar com essa apreciação nos próximos dias. Até lá, deixo-vos com uma novidade que me deixou particularmente satisfeita!

Consegui hoje a minha primeira colaboração com uma editora, a Guerra e Paz. 


Guerra e Paz, fundada a 10 de abril de 2006, parece-me uma editora moderna, com uma conceção literária interessante, que, desde 2010, publica seis livros por mês.

Esta editora foi extremamente acessível, respondendo e aceitando a minha proposta no próprio dia em que a enviei. Por essa razão, devo-lhes um enorme "Obrigado!".

Nos termos dessa colaboração, ser-me-á envidado um exemplar de As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café, de Agnes Martin-Lugand. Em breve, poderão contar com uma opinião deste livro aqui no blogue.


Deixo-vos a sinopse desta obra, que se encontra no site da editora:

"Depois da morte do marido e da filha num brutal acidente de automóvel, Diane fecha-se em casa durante um ano, imersa em recordações, incapaz de reagir. Mas, quando já nada parece poder mudar, é precisamente uma dessas recordações que a faz escolher Mulranny, uma pequeníssima aldeia na Irlanda, como destino.
Instalada numa casa em frente ao mar, Diane é gentilmente recebida por todos os habitantes – todos menos um. Será Edward, o bruto e antipático vizinho, a resgatar Diane da apatia em que parece estar novamente a mergulhar. Primeiro, pela ira e pelo ódio. Mas depois, contra todas as expectativas, pela atracção. Como enfrentar este turbilhão de sentimentos? O que fazer com eles?"

Este enredo, aparentemente repleto de emoção, parece querer obrigar-me a ler a obra. Estou ansiosa que chegue para que a possa ler e partilhar convosco a minha opinião.

Mais uma vez, desejo agradecer à editora pelo voto de confiança e pelo livro: Muito obrigada!

quinta-feira, 16 de março de 2017

Tenham Coragem - Um Tiro no Escuro!

Um livro de auto-ajuda? Nem por isso... Uma narrativa? Também não! 


Francesco Alberoni consegue, através de palavras simples, revelar-nos um conceito conhecido mas mal definido: Coragem.

Coragem com C grande. É esse o tema deste livro que me inspirou a ir mais além, a superar o que faço no dia a dia para, amanhã, fazer melhor.

Alberoni ilustra Coragem apelando ao seu oposto: passagens desta obra remetem para a mesquinhez, oportunismo, cobardia e plágio, evidenciando o que há de bom nessa virtude.

Com frases curtas este autor deixa-nos compelidos a ler só mais um pouco, prometendo parar após 5, 10, 20 páginas e acabando sempre por exceder esse limite.
Uma linguagem acessível permite-nos entrar num mundo diferente, por vezes uma utopia, outras uma anarquia. E ainda, ocasionalmente, num cenário de guerra e violência - sempre reversível se as entidades (pessoas, empresas, estados…) tivessem coragem.

A bravura é, em Tenham Coragem, o elemento impulsionador das sociedades, aquilo que permite a evolução. Assim torna-se algo indispensável à vida. O que conseguiríamos se não fossemos corajosos? Se não arriscássemos?

Teriam os grandes empresários recuperado a sua fortuna após terem falido múltiplas vezes? Seria Portugal um país livre se não houvesse homens e mulheres corajosos o suficiente para desafiar o regime?

Hoje, sou corajosa, tendo seguir os conselhos disfarçados em forma de livro. Tenho coragem, acredito que posso mudar o mundo, torná-lo num lugar melhor.

No entanto, ter coragem não é apenas lançarmo-nos à luta, é também saber quando parar, quando admitir a derrota. Essa é uma das ideias mais importantes desta obra.

Se existe um livro que me marcou inspirou a ser melhor de uma forma simplista trata-se deste. Uma leitura que nos leva a sonhar com o impossível.


E tu? Tens coragem?