domingo, 30 de abril de 2017

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Convite - O Castor de Papel

Uma novidade...


Caros leitores, a editora O Castor de Papel/4 Estações convida-vos a participarem no lançamento do livro O Livro do Oráculo do Sagrado Feminino, de Vera Faria Leal. Nesse evento decorrerá, também, uma sessão de autógrafos com a autora.



O lançamento deste livro terá lugar na livraria Bertrand Funchal no dia 6 de maio, pelas 19 horas.


Deixo-vos alguns detalhes acerca desta obra, bem como a sua capa em pormenor (clicando nas imagens poderão vê-las ampliadas, de modo a melhorar a sua leitura).

Citação do Dia - 28/04/17

"O poder é a doença que mais se apega."

Erich Remarque

quinta-feira, 27 de abril de 2017

quarta-feira, 26 de abril de 2017

A Vida é Fácil, Não te Preocupes

Uma nova jornada...


Agnès Martin-Lugand regressa com A Vida é Fácil, Não te Preocupes, a continuação de As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café. Se ainda não conhecem o primeiro livro, podem  ler um pouco sobre ele, bem como a minha opinião, aqui.



No final de As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café, deixámos Diane regressar a Paris a ao seu café literário destroçada, mas, ao mesmo tempo, pronta para se curar da depressão em que se encontrava há mais de um ano, desde a morte do seu marido, Colin, e da sua filha, Clara.

Agora, em A Vida é Fácil, Não te Preocupes, reencontramo-nos com ela. No entanto, já percorreu o seu caminho na recuperação. Aceitou o sucedido, visita todas as semanas a sua família no cemitério e está pronta para namorar. Félix, o seu melhor amigo, encarrega-se disso, apresentando-a constantemente a homens de quem ela percebe não gostar.

Um dia, Olivier, passa pelo café literário e entra, mal sabia Diane que ele já a andava a "rondar" há imenso tempo. Este homem entra na sua vida de uma forma muito suave e confiante. Trata-a bem, confia nela, dá-lhe tempo... Por fim, esta conta-lhe a sua história e isso une-os ainda mais.

Olivier tenta surpreender Diane ao visitarem uma exposição fotográfica cujo tema era a Irlanda. Ele sabia o quanto esse país tinha ajudado na sua recuperação. No entanto, a sua relação é atordoada quando encontram Edward nessa exposição.

O reencontro com Edward reaviva velhos sentimentos. Diane regressa à Irlanda para visitar a sua família "emprestada".

Diane vê-se agora dividida entre o amor confortável de Olivier e o amor avassalador de Edward. Tem a sua vida em Paris, mas sente-se em casa em Mulranny. Qual o caminho que a levará à felicidade? Qual irá escolher?

Este livro é absolutamente sensacional. Deixou-me cativada do início ao fim. Acabei-o no mesmo dia em que comecei.

Ao contrário do que aconteceu em As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café, consegui ver mais de Edward. Este, confrontado com novos desafios, demonstra facetas que não conhecia. O livro não é apenas focado em Diane, como o primeiro, mas em toda a sua família. 

Diane não é a mesma mulher que outrora fora. É mais corajosa, mais audaz, mais resistente. Sofreu com tudo o que lhe aconteceu, mas conseguiu superar todos os obstáculos que se lhe apresentaram.

Nesta obra existe muito mais do que depressão e sofrimento. Existe amor, saudade, empatia, confiança e, acima de tudo, família. A família é a chave para a felicidade eterna de Diane.

A escrita mantém-se simples e acessível, no entanto, neste livro, as letras são muito pequenas e as páginas muito "cheias" tornando a leitura um pouco mais difícil. Mas nada que o enredo fascinante não compense.

Algo que não me cativou muito foi o título. A Vida é Fácil, Não te Preocupes não é, na minha opinião, um título que me compelisse a comprar o livro. Comprá-lo-ia se soubesse que era a sequela de As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café, mas não de outra forma.

Apesar de a história estar completa no fim de A Vida é Fácil, Não te Preocupes, desejava que existisse uma continuação para poder acompanhar Diane na sua infindável recuperação. Esta mulher, marcada pela perda, cura-se, mas não esquece.




Citação do Dia - 26/04/17

"Não podes ensinar o caranguejo a caminhar para a frente."

Aristófanes

terça-feira, 25 de abril de 2017

Citação do Dia - 25/04/17

"Em qualquer país em que o talento e a virtude não produzam progresso, o dinheiro será a divindade nacional."


Denis Diderot

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Eldest - Recuperar o Passado!

De volta às origens...


Eldest é o segundo volume da saga Herança, de Christopher Paolini. O primeiro livro desta coleção chame-se Eragon e já publiquei a minha opinião acerca do mesmo aqui no blogue.


Se não conhecem Eragon ou estão interessados em saber mais sobre o livro e o autor, podem ler a opinião e mais alguma informação aqui.

No final do primeiro livro vimos Eragon tornar-se um aniquilador de espectros, criaturas mágicas malignas, após derrotar Durza. Eragon acredita que o matou por mera sorte devido à intervenção de Arya, mas todos à sua volta o tratam como o mais honrado dos heróis.

Este jovem e o seu dragão, Saphira, têm agora nas mãos uma missão: receber treino em Ellesméra, cidade dos Elfos, para um dia poderem derrotar Galbatorix, o rei tirano que governa Alagaësia.

Alianças improváveis têm de ser feitas. Mas com quem? Se o cavaleiro e o seu dragão jurassem lealdade a alguma das nações: Varden, Elfos ou Anões, estariam para sempre vinculados ao juramento. Como poderia Eragon fazê-lo sem se tornar parcial e sem se esquecer do seu verdadeiro objetivo? 

Eragon parte com Saphira, Arya, uma elfo, e Orik, um anão, numa jornada rumo a Ellesméra, onde irá receber o seu treino. 


Paolini adota, em Eldest, uma postura diferente relativamente ao primeiro livro, Eragon. Os episódios não são apenas narrados do ponto de vista de Eragon, mas também de Roran, o seu primo e Nasuada, filha de Ajihad, antigo governador dos Varden. 

Assim, conseguimos acompanhar várias narrativas que decorrem ao mesmo tempo e a enormes distâncias: a perseguição de Roran por parte dos Ra'zac, servos do Império que assassinaram o seu pai e obrigaram o seu primo a fugir; o governo de Nasuada e as dificuldades que os Varden têm de enfrentar para poderem constituir uma ameaça a Galbatorix e ao Império; e a viagem e treino de Eragon, bem como a sua autodescoberta e revelação dos segredos mais bem guardados de Du Weldenvarden, a floresta dos elfos.


Por vezes, certos trechos tornam-se um pouco aborrecidos, especialmente nos momentos de viagem. Talvez tivesse gostado tanto do livro da primeira vez que o li que apaguei esses momentos de leitura menos bons da minha memória. Sinto que nessas situações a ação se torna monótona e demorada. No entanto, prepara-nos para as peripécias que vêm a seguir. 

Mais uma vez, este autor consegue arrastar-nos e levar-nos a Alagaësia com as suas palavras. As descrições dos locais e sentimentos que as personagens revelam quando confrontadas com a grandiosidade dos imensos cenários fazem-nos sentir como se fossem uma lembrança de algo que visitámos, como se realmente conseguíssemos visionar os espaços e estar lá com as personagens. 

Neste livro são-nos revelados factos completamente inesperados, desde realeza onde menos se espera, até às origens de Eragon. Não vos posso revelar muito mais, mas aconselho vivamente a leitura deste livro. Mesmo sendo a segunda vez que o leio conseguiu deixar-me espantada com o universo mágico nele criado e a complexidade dos pormenores.  

Em breve irei reler e divulgar a minha opinião acerca de Brisingr, o terceiro livro da saga. Apercebi-me que não me lembro de muito do que li da primeira vez, por isso, estou muito interessada em saber o que acontece a este grupo de guerreiros e aos tiranos vilões.

Citação do Dia - 24/04/17

"Os homens tomam o partido de amar aqueles que receiam para serem protegidos."


Joseph Joubert

domingo, 23 de abril de 2017

Citação do Dia - 23/04/17

"Incluir a literatura entre os agentes da transformação social é uma reflexão ingénua e idealista."


José Saramago

sábado, 22 de abril de 2017

Parceria - Quinta Essência

Parte de algo maior...


Tenho uma novidade que me deixa muito feliz! Consegui uma parceria com uma das chancelas de um dos grupos editoriais mais conhecidos no nosso país, o grupo Leya Portugal. 

A editora com quem estabeleci parceria chama-se Quinta Essência. Especializa-se em literatura destinada ao universo feminino. Tanto obras de ficção, como de não ficção se destinam a esse público-alvo.

Se estiverem interessados em conhecer esta editora ou outra chancela da Leya podem fazê-lo, respetivamente, em:


Para começar esta parceria, tenho interesse na leitura de uma das obras mais recentes da editora: "A Herança Perdida", de Katie Agnew. Parece excelente, espero que esteja à altura das minhas espetativas.



"Sophia Beaumont-Brown é uma das raparigas mais badaladas de Londres. É pena que esteja agora nas primeiras páginas dos jornais pelas piores razões… Deserdada pelos pais e sem sítio para viver, salta de sofá em sofá, sem rumo. O seu único conforto vem da avó Tilly, uma antiga estrela de Hollywood e a única pessoa que ainda tem fé nela. Nas cartas que lhe escreve, a avó conta-lhe os segredos da sua admirável vida: da agitação dos tempos da guerra em Inglaterra aos estranhos enigmas da história familiar, sem esquecer, claro, o bem mais precioso que alguma vez possuiu: um magnífico colar de pérolas. Tilly, a quem não resta muito tempo de vida, tem um derradeiro desejo: mostrar à neta a adorada jóia. O único entrave? Ninguém sabe onde está… E Sophia terá de contar com a ajuda de Hugo, o seu melhor amigo, para descobrir o paradeiro da relíquia e assim realizar o sonho da avó.Uma saga que une três mulheres, e nos leva a percorrer vários mundos, desde o dos mergulhadores de pérolas no Japão ao da alta-sociedade inglesa antes da Segunda Guerra Mundial; de Tóquio a Londres e Nova Iorque, a história de uma jóia inestimável que muda a vida de quem a usa…"

Deixo-vos, assim, a sinopse e, se tudo correr bem, em breve divulgarei a minha opinião acerca deste livro!

Citação do Dia - 22/04/17

"Amar e não ser amado é o maior tormento; ser amado e não amar é a maior injustiça."


António Vieira

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Elfanos - O Legado

Acabou a normalidade...


Elfanos é o primeiro, e até agora único, livro de Dud@. Não conhecia a autora. Aliás, ainda não conheço porque não há muita informação disponível, no entanto sabemos que é portuguesa. 

É sempre bom ler um livro de uma autora portuguesa, ainda mais se for bom, o que, na minha opinião, é o caso. Quero também agradecer à Capital Books por me terem, gentilmente, cedido um exemplar deste livro em formato digital.



Este livro começa com um mundo normal. Isso, normal, não perfeito, não bom, apenas normal. Joana era uma rapariga, bem... Normal. Era Maria-rapaz mas orgulhava-se disso. 

Apesar de ser normal, Joana sempre se sentiu deslocada, como se não pertencesse àquele ambiente. Até o seu corpo se manifestava, deixando de poder comer certos alimentos. Se comesse carne, por exemplo, vomitava. Algo não estava bem, ela sabia-o.

O seu grupo de amigos era, também, normal (que surpresa). Patrícia sofria de violência doméstica, como já tinha referido, este não era um mundo bom, era um mundo comum. Tânia, Gonçalo e Luís sofriam de todos os problemas de adolescentes e mais alguns.

Quando um Elfo do Reino de Elfanos conta a Joana que ela é mais do que imagina, várias situações estranhas acontecem, fazendo-a perceber o quão leais eram os seus amigos.

Agora, o grupo de amigos embarca com Marcus numa viagem que revelaria muito acerca do passado escondido de Joana. São obrigados a enfrentar inimigos e a constituir alianças improváveis. Estariam à altura do desafio? 

Gostei da normalidade que encontramos no início da história. São vidas reais, não são embelezadas com falsos pormenores. Sinto que podia sair de casa e esbarrar com alguém na rua numa situação semelhante a uma das personagens. Quero dizer, até eu podia estar numa dessas situações. Qualquer um de nós. São vidas comuns. 

Por diversas vezes, após essa normalidade passar achei as situações um pouco "rebuscadas". Por exemplo, porque iriam adolescentes acampar e levar consigo armas, como espadas, aljavas e arcos? Como conseguiriam vencer inimigos, quando não tinham qualquer experiência num combate sério? Bem, em retrospectiva, percebo que podiam ter instintos mais aguçados que as pessoas comuns, mas no momento, ao ler esses trechos, pareceu-me demasiado irreal. 

Algo que me impressionou foi a força de vontade de Joana. Após tantos enganos e desgraças, a rapariga continua a lutar pelo que acredita, pelo que acha correto. Não acho que ela seja uma daquelas personagens de ferro que nos impressionam por nunca vacilarem, não! Joana é, como todos nós, frágil. Chora, deixa-se cair. Mas tem sempre força para se levantar e lutar.

Acima de tudo, considero a leitura deste livro um ótimo momento de entretenimento. A linguagem é simples e acessível, não dispensando o calão típico da adolescência, que confere à obra uma leveza extraordinária. Terminei o livro muito pouco tempo após começar a ler. Não porque fosse pequeno, tem cerca de 300 páginas, mas porque me vi tão entretida e embrenhada na história que não pude parar...

Com um final completamente inesperado, Elfanos promete uma continuação. Quero dizer, espero que venha a existir uma, preciso de saber o que acontece àquele grupo de amigos e àquele reino mágico.



Citação do Dia - 20/04/17

"Aqueles que não fazem nada estão sempre dispostos a criticar os que fazem algo."



Oscar Wilde

quarta-feira, 19 de abril de 2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

Parceria - Capital Books

Mais alguns para ler...


Tenho todo o prazer de contar com mais uma parceria para o blogue! A partir de agora, The Book Chimera é parceira da editora Capital Books.

O Grupo Capital Books, constituido por duas chancelas - Capital Books e Pastel de Nata - nasceu de um desejo e com uma missão: tornar mais fácil e acessível a publicação de um livro por parte do autor.

Até agora já me foram enviados, em formato digital, três obras desta editora. Por essa razão agradeço a gentileza. Deixo-vos as obras e as respetivas sinopses. Em breve divulgarei as opiniões.

  • Elfanos - Dud@ Reis

"Joana pensa que tem uma vida normal. Até que um estranho homem aparece e desestabiliza tudo. De repente, aquilo que pensava saber sobre os seus pais não condiz com a verdade. Nem aquilo que pensava saber sobre os seus amigos mais íntimos…


Obrigada a escolher entre o seu mundo, a família mais próxima e os amigos, ou acompanhar Marcus para um lugar desconhecido e mágico, Joana vê-se numa encruzilhada que mudará definitivamente a sua vida e daqueles que a rodeiam.


Bem-vindo às Terras Brancas, no Reino de Elfanos, no Mundo Antigo."



  • O Artesão - Carla Antunes


"A história de um amor impossível. Um sentimento que nasce entre duas crianças e se transforma numa força maior. Um passado oculto, um segredo guardado. Simão, irreverente e carismático e Nina, uma alma leve e serena. o Covão da Mulher, um lugar ermo e perdido no tempo até ao dia em que Nina desaparece. o relógio parou, o aroma do café desfez-se nas pedras e o mundo escureceu. o fim? Não. Um novo começo...


O artesão é a estreia literária de Carla Antunes, que revela um estilo narrativo cheio de força e intensidade. a serra da Estrela é o palco de inspiração deste romance peculiar, repleto de personagens marcantes e ambientes improváveis. o submundo, as sombras e o outro lado. Por fim, revelamo-nos todos iguais: a correr no topo dos telhados ou a escalar uma muralha em pleno coração da serra. Desde que o sentimento que nos move seja verdadeiro!"



  • Amor, Traição e Kizomba - Adelaide Miranda



"David sofre com um casamento à beira do fracasso, desgastado pela impossibilidade de terem filhos

Desesperado para reconquistar a sua esposa, inscreve ambos numa escola de kizomba, na esperança de que a antiga paixão da sua mulher pela dança faça o milagre de reaproximá-los.

Mas David cedo se apercebe que a batalha que trava é mais complicada do que julgava.

Será que a kizomba vai reaproximar o casal ou será que o antídoto se vai tornar, afinal, em veneno?"




Em breve divulgarei mais acerca de cada um destes livros, bem como a minha opinião acerca dos mesmos!

Citação do Dia - 18/04/17

"Perder tempo em aprender coisas que não interessam, priva-nos de descobrir coisas interessantes."


Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 17 de abril de 2017

domingo, 16 de abril de 2017

Resultado - Passatempo "Ajude-me a Chorar"

Parabéns!


Então, para começar, quero agradecer a todos os que participaram neste passatempo. Aos que não ganharam peço que não desanimem pois, em breve, mais sorteios virão, basta ficarem atentos!

Neste passatempo estava em causa um exemplar do livro Ajude-me a Chorar, de Fabrício Carpinejar. Podem ler a minha opinião acerca deste livro aqui.


O vencedor foi escolhido através da plataforma virtual Random.org e lá foram inseridos os participantes que cumpriram todas as regras do passatempo. 

Sem mais demoras... O vencedor, ou neste caso, a vencedora é Ana Cristina (...). Muitos Parabéns, deverá receber um e-mail nos próximos dias para confirmação da morada de envio.

Como disse, dentro de pouco tempo, mais surpresas virão!

Citação do Dia - 21/04/17

"A alegria é a pedra filosofal que tudo converte em ouro."


Benjamim Franklin

Citação do Dia - 16/04/17

"O medo é o pai da moralidade."


Friedrich Nietzsche

sábado, 15 de abril de 2017

Quando Perdes Tudo não tens Pressa de ir a Lado Nenhum

Um romance de pôr os cabelos em pé...


Antes de mais, quero agradecer à editora Guerra e Paz por me ter cedido um exemplar deste romance. Não conhecia a autora, mas posso dizer que não fiquei decepcionada com a leitura da sua primeira obra, uma ótima estreia!

Quando Perdes Tudo não tens Pressa de ir a Lado Nenhum é o primeiro romance de Dulce Garcia, jornalista desde 1991. É fundadora da revista Sábado, onde ainda trabalha, tendo colaborado com imensas revistas e jornais ao longo da sua carreira.


Então, este livro conta-nos a história de uma mulher - Isabel - que vive num aeroporto. Sim, num aeroporto. Eu própria fiquei indignada e tive de ler de novo a frase para ter a certeza de não ter lido mal. Bem, esta mulher espera por algo, não sabemos muito bem o quê, talvez uma pessoa...

Num primeiro e longo capítulo é-nos apresentada essa mesma mulher, Isabel, a personagem principal, bem como a vida que leva nos dias que correm. Ficamos a conhecer os seus amigos, as suas rotinas e alguns pormenores acerca do seu passado. É como que uma preparação para a explicação que virá a seguir.

Acompanhamos a sua história ao longo de diversos Flashbacks a várias épocas distintas: a sua infância, adolescência, maioridade e um passado muito recente. Tudo isto intercalado com o presente e ainda outra vida: a de Afonso.

Depois do longo capítulo inicial, somos presenteados com breves capítulos, de duas a três páginas. Estes vão intercalando a vida de Isabel e Afonso, recorrendo à utilização de pronomes. Se no inicio do capítulo está escrito Ela, trata-se do ponto de vista de Isabel, se estiver escrito Ele, do de Afonso.

Isabel tinha um casamento estável e feliz, pelo menos até conhecer Afonso, também ele casado e com um filho. Estas duas almas comprometidas apaixonam-se loucamente. Estavam dispostos a fazer tudo um pelo outro. Até onde conseguiriam chegar? Quanta dor e engano poderiam aguentar?

Através da narração do romance destes dois, a partir do ponto de vista de ambos, vamos ficar a conhecer o porquê de Isabel se ter refugiado no Aeroporto e o motivo da sua espera.

A personagem que mais me cativou foi Isabel (acabei por não gostar muito de Afonso, talvez pelos seus atos). Esta mulher é doida aos olhos de estranhos, uma aberração por viver num aeroporto. Mas, ao entrarmos na sua vida percebemos porque o fez. Quero dizer, ainda a acho maluca, mas não completamente insana, apenas peculiar, penso eu.

Algo que me impressionou neste livro foi o facto de, apesar de existirem flashbacks de diversas épocas no mesmo capítulo conseguirmos localizá-los no tempo sem grande dificuldade. Se estamos a falar da infância de Isabel e passamos para a sua adolescência, temos essa noção, as fronteiras estão bem delimitadas, apesar de invisíveis.

Gostei da autenticidade da obra, consigo identificar-me nas personagens, uma vez que elas refletem um pouco de todos nós. O facto de a escritora ser portuguesa ajuda a dar ao livro um caráter mais autêntico, já que reconhecemos os locais que as personagens frequentam, por exemplo o aeroporto. Quase toda a ação se passa em Lisboa, por isso sinto uma certa proximidade ao romance, é o nosso país. Reconhecemos certos locais, como a vila onde Isabel cresceu: Vila Chã.


Achei interessante quando as personagens, tanto Isabel como Afonso, falam para o leitor. Estão a contar como se sentem ou algo que fizeram e sentem a necessidade de se dirigir ao leitor e explicar-se/justificar-se. Tudo isto contribui para aquela autenticidade que já referi.


O título fascina por si só - Quando Perdes Tudo não tens Pressa de ir a Lado Nenhum. É exatamente assim que Isabel se sente. Conseguimos sentir a sua dor em cada palavra, cada frase, como se lhe tivessem tirado o chão de debaixo dos pés. 

Para além do conteúdo, este livro tem alguns aspetos curiosos: a própria capa, que nos diz muito e a primeira página, que vos mostro a seguir. Achei que estas palavras dão um toque extraordinário à obra:



Assim, apreciei imenso a leitura desta obra e, mais uma vez, agradeço à editora por me ter, generosamente, cedido este exemplar.


Citação do Dia - 15/04/17

"As pessoas comuns pensam apenas como passar o tempo. Uma pessoa inteligente tenta usar o tempo."


Arthur Schopenhauer

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Citação do Dia - 14/04/17

"O homem distingue-se dos outros animais por ser o único que maltrata a sua fêmea."

Jack London

quinta-feira, 13 de abril de 2017

A Metamorfose - Um Tiro no Escuro!

Não era um bicho de sete cabeças...


Franz Kafka, escritor judeu de língua alemã, foi considerado como um dos autores mais influentes do século XX. Escreveu maioritariamente romances e contos, tendo a maior parte das suas obras sido publicadas após o seu falecimento. 

Muitos dos seus livros são sátiras à natureza humana e denunciam as relações entre pais e filhos. Este último tema tem a ver com a própria relação turbulenta que tinha com o seu pai. Era fã da escrita de cartas, comunicando com as sua família, noiva e amigos dessa forma.

Entre as obras mais conhecidas deste autor encontra-se A Metamorfose, escrita em 1912, O Processo, apesar de nunca acabado, O Castelo, escritas respetivamente em 1920 e 1922. 


A Metamorfose acompanha as vivências de Gregor Samsa, um caixeiro viajante, que abandonou os seus sonhos para trabalhar e poder pagar as dívidas da sua família. Um dia, este homem acorda transformado num inseto gigante, com antenas e inúmeras patas.

Gregor encara a metamorfose de forma muito passiva, como se de algo normal se tratasse. O seu grande dilema no momento em que se apercebeu da sua condição era decidir se se levantava ou se dormiria mais algum tempo, apesar de já estar atrasado para o trabalho e o gerente se ter deslocado à sua casa para averiguar o seu paradeiro.

Ao longo do livro vamos conviver com a família Samsa e a forma como encaram a transformação de Gregor. A sua irmã, primeiramente, consegue lidar com a situação e alimenta Gregor, mantendo-o escondido. Mas seriam capazes de manter a normalidade quando a única fonte de rendimentos da família se tinha transformado num inseto gigante?

Esta história surpreendeu-me pela maneira como Gregor lida com a sua transformação. Não digo que a encare como algo normal, mas não há grande interrogação acerca da razão pela qual se transformou. Apenas vê o seu novo corpo e pensa como conseguirá sair da cama e ir trabalhar. 

Achei a leitura um pouco cansativa porque, apesar de não ser um livro muito grande, tem parágrafos muito longos e apenas três capítulos. Tem pouco diálogo, que aparece quase todo concentrado no primeiro terço da obra.

Surpreendeu-me a forma como a irmã de Gregor, Grete, lida com o ocorrido, dando-lhe comida sem o encarar de frente e impedindo a mãe de o ver. 

No entanto, a metamorfose não foi bem acolhida por todos, demonstrando que o amor familiar não supera todos os obstáculos. O pai de Gregor tentou, inclusive, matá-lo, afirmando que aquele monstro não era o seu filho.

Apesar de a leitura ser um pouco "chata", como já referi, a linguagem é simples e acessível. Trata-se de uma obra que se lê rápido. No entanto, só me senti agarrada mais ou menos a meio do livro. A primeira parte, deixa, na minha opinião muito a desejar. Mas tendo em conta que o final é totalmente inesperado, não me arrependo de ter o ter lido.

Espero ter a oportunidade de ler mais obras deste autor, uma vez que, apesar do que já referi, o desenlace da história foi cativante e me deixou com um certo divertimento após ter terminado o livro.


Citação do Dia - 13/04/17

"O espírito enriquece-se com o que recebe; o coração com o que dá."

Victor Hugo

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Citação do Dia - 12/04/17

"Se, pelo menos, pudéssemos viver duas vezes: a primeira vez, para cometer todos os inevitáveis erros; a segunda, para lucrar com eles."


David Lawrence

terça-feira, 11 de abril de 2017

The Magician's Nephew

Uma agradável surpresa...



Recentemente, como podem ler em aqui, comprei alguns livros em inglês. Um deles chama-se The Magicians's Nephew, de C. S. Lewis. Este é o sexto volume das crónicas de Nárnia, mas o primeiro por ordem cronológica da história. Assim, decidi lê-lo primeiro.




Apesar de não nos ser dito em que época se passa a ação, o narrador conta-nos que é muito antes de uma pequena rapariga encontrar um guarda-roupa e viajar com os seus irmãos para Nárnia.

Duas crianças vizinhas, Digory e Polly, aventuram-se num "túnel" que ligava as várias casas da vizinhança. Nessa aventura, entram no escritório do tio de Digory, no qual o rapaz estava proibido de entrar. 

O tio de Digory, Andrew, após receber uma caixa misteriosa da sua madrinha no leito da morte, pensa que se tornou num mágico. Nessa caixa encontrava-se um pó que permitia viajar para outro mundo.

Andrew nunca se atreveu a viajar para esse outro mundo. Então, quando pôs os olhos em Polly, ofereceu-lhe um anel que possuía algum pó mágico. Polly desapareceu num instante. 

Digory vê-se obrigado a usar, também, um anel para viajar e trazer Polly de volta. Após algumas peripécias acordam Jadis, a imperatriz de Charn, tirana e cruel. Esta segue-os até ao nosso mundo.

Assim, as duas crianças veem-se numa alhada: Jadis está à solta em Londres. Apesar de não ter os seus poderes ainda é implacável. tentando expulsá-la, um culminar de acontecimentos explica o nascimento de Nárnia e o aparecimento do guarda-roupa.

Apesar de estar em inglês, coisa que pensei dificultar a leitura, achei a obra muito leve como se, além de os protagonistas serem crianças, também a história fosse contada por uma criança. Uma linguagem muito simples e repleta de diálogo torna a leitura agradável e fluída.

A personagem que mais admirei foi, sem dúvida, Digory, uma vez que segue sempre os seus instintos e age da maneira correta, mesmo quando se vê tentado a seguir o caminho mais fácil. 

Jadis é implacável, cruel e quase desumana. É apresentada como uma mulher de beleza extrema que, com certeza, não combina com a sua personalidade. Ficamos a conhecer a sua história e percebemos que não foi má só em Nárnia, mas espalhou o terror muito antes disso. 

Assim, fiquei extremamente intrigada com os outros livros! Se gostei tanto deste, que apenas revela o início de uma grande história de coragem e bravura, os outros devem surpreender-me ainda mais!





Citação do Dia - 11/04/17

"Nada está feito enquanto resta alguma coisa para fazer."

 Romain Rolland

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Citação do Dia - 10/04/17

"Perder tempo em aprender coisas que não interessam, priva-nos de descobrir coisas interessantes."


Carlos Drummond de Andrade

domingo, 9 de abril de 2017

sábado, 8 de abril de 2017

The Vampire Diaries - The Struggle

Um diário e muita maldade...


Este livro, o segundo da coleção The Vampire Diaries, ou Diários do Vampiro, começa exatamente onde o primeiro volume terminou. Se ainda não viram a minha opinião acerca do livro intitulado The Awakening, podem lê-la aqui.


No final de The Awakening, Stefan, namorado de Elena, tinha desaparecido. Encontramo-la, agora, no cemitério, à procura de Damon, irmão de Stefan.

Elena sabia que Damon era a causa do desaparecimento do seu amado. No entanto, toda a cidade pensava que Stefan era o responsável por dois ataques e um homicídio ferozes que ocorreram anteriormente. Assim, a pensava-se que Stefan tinha apenas fugido por ser culpado dos crimes.

Acompanhamos, ao mesmo tempo, a chegada de um novo professor de história a Fell's Church, Alaric Saltzman. Este deixa Bonnie, uma das melhores amigas de Elena, encantada. Este professor, sabendo que o seu antecessor tinha sido assassinado, organiza uma festa em sua casa para conversar com os alunos acerca desse evento traumático.  

Mas não é tudo, o diário de Elena tinha sido roubado e agora recebia trechos do que lá havia escrito como forma de gozo por parte do ladrão. Elena descobriu quem estava por de trás do roubo e o seu plano. Plano esse que condenaria, ainda mais, Stefan aos olhos dos habitantes de Fell's Church.

A protagonista vê-se, agora, presa entre duas opções: aceitar a ajuda de Damon e permitir a liberdade de Stefan ou recusar e ver o seu namorado condenado pelas pessoas da cidade e preso. De qualquer das formas perdê-lo-ia. 


Gostei mais deste livro do que do primeiro volume da saga. A ação não é tão estática. Para além do desenvolvimento das personagens vejo um desenrolar na ação.

Apesar de estar em inglês, é um livro de leitura muito fácil, repleto de diálogo e dramatismo. A linguagem é simples e acessível, transmitindo de forma transparente todos os sentimentos das personagens.

Damon, foi, sem sombra de dúvida, quem mais me impressionou. É diabólico, metódico e matreiro. Consegue ganhar a confiança de todos os que rodeiam Elena, fazendo-os virar-se contra Stefan e condená-lo, apesar de este ser inocente. Através de ameaças à irmã de Elena, consegue que esta fique a seus pés.

Assim, fiquei intrigada com o final. Claro que não vos vou revelar, mas posso dizer-vos que é completamente inesperado. Preciso desesperadamente de ler o terceiro, quarto,... Enfim, todos os volumes que houver. Preciso de terminar esta história.

Citação do Dia - 08/04/17

"O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão."


Gabriel Márquez

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Citação do Dia - 07/04/17

"O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive."


António Vieira

quinta-feira, 6 de abril de 2017

The Vampire Diaries - The Awakening

Um pouco diferente...


Todos conhecemos a série The Vampire Diaries, ou Os diários do Vampiro, em português. Confesso que adoro a série e, por isso, tinha grandes expectativas para esta coleção de livros. 

Existem imensos livros, embora alguns não sejam da escritora original, ou seja, da pessoa que criou o conceito. Os primeiros livros foram escritos por L. J. Smith e os restantes por Aubrey Clark. Estou a expectante para saber se a qualidade se mantém com a mudança de autor. 



No primeiro livro, The Awakening, O Despertar, comecemos a Elena, uma rapariga popular, bela e consciente dos seus atributos. Esta namora com Matt, um rapaz atraente e genuinamente bondoso, mas não está satisfeita. Percebeu, tal como acontecera muitas vezes, que ele não era o tal.

No primeiro dia de escola, após umas férias em França, Elena conhece Stefan, um misterioso rapaz que se mudou para Fell's Church, vindo de Itália. Stefan impressiona com a sua beleza e estilo, no entanto ignora Elena de uma forma a que ela não estava habituada. Ela lembra-lhe alguém, reavivando más memórias.

A jovem, habituada a tudo o que quer, quer Stefan. Decide-se consegui-lo mas as coisas alteram-se quando conhece Damon, o seu irmão malvado, que tenta impedir o relacionamento. 

Sabendo que a série é apenas baseada nos livros estava à espera de diferenças, mas não tantas. Não posso dizer que tenha ficardo desiludida, uma vez que reconheço que os livros estão "corretos", ou seja, são leais à história original. No entanto, uma Elena loura com com olhos azuis ao invés de morena, uma Katherine frágil em vez da "bruxa" que conhecia chocaram-me.

O que o que mais me revoltou foi o facto de Caroline, uma das melhores amigas de Elena na série, na obra ser retratada como a sua competição mais feroz e desonesta. Mas, de novo, o livro conta a história "real".

Deixando a série para trás e falando apenas do livro, considero-o uma leitura muito interessante. É diferente de qualquer livro que tenha lido, uma vez que a ação se passa lentamente e, ao mesmo tempo, a um ritmo alucinante. Sei que parece um pouco paradoxal, mas a obra, apesar de, na minha opinião, ter um desenvolvimento de ação lento, tem um crescimento emocional e pessoal das personagens enorme. Elena, primeiramente retratada como uma "carinha bonita", torna-se numa rapariga forte, corajosa e, acima de tudo, pronta a lutar pelos que ama. 

Ao longo da obra, a autora vai revelando pistas que indicam o caminho que a história vai percorrer. Como que de indícios do fim se tratassem.

Algo que me fez alguma confusão foi o facto de o livro inteiro (voltando de novo à série) se assemelhar a um episódio. O exemplar que possuo contém o primeiro e o segundo volume num único livro, por isso não fui muito afetada. Mas quem tem um exemplar apenas do primeiro livro deve sentir-se completamente revoltado com o fim. Basicamente, com isto, quero dizer que um livro acaba exatamente onde o outro começa, como se fosse um grande livro dividido em vários, daí se assemelhar a um episódio de uma série.



A personagem que mais me cativou foi Damon. Ficamos a conhecer as suas origens, mas não o seu desenvolvimento pessoal e os acontecimentos que o tornaram quem é. Talvez nos livros seguintes fiquemos a conhecer mais acerca da sua personalidade.

Assim, mal acabei de ler The Awakening, passei diretamente para o segundo volume: The Struggle. Em breve partilharei convosco a minha opinião acerca da fantástica continuação deste livro!