terça-feira, 13 de junho de 2017

O Vampiro Secreto

Uma escolha difícil...


Bem, lá volto eu com um livro de L. J. Smith, autora das sagas Os Diários do Vampiro e The Secret Circle. Desta vez, trago-vos o primeiro volume da saga O Mundo da Noite (Night World).


Se estiverem interessados em conhecer mais sobre algumas das obras desta autora, podem fazê-lo aqui no blogue, onde já publiquei várias opiniões acerca dos seus livros.

O livro de que vos vou falar hoje chama-se O Vampiro Secreto. Na minha opinião, não é um título que me agrade, é quase um cliché, mas a história, sem dúvida, compensa.

Poppy, uma jovem adolescente, leva uma vida totalmente normal. Vive com a mãe, com o seu padrasto e com o seu irmão gémeo, Phillip. O seu melhor amigo, James, é uma presença constante na sua casa, quer dizer, quando não está com uma das suas imensas namoradas. 

Um dia, ao levantar-se, a dor de barriga que a tem acompanhado nos últimos tempos agrava-se ao ponto de a deixar imobilizada no chão em frente à sua família e a James. A sua mãe, preocupada, decide que a situação durou tempo demais e leva Poppy ao médico.

Lá, como é costume no consultório de um médico, não lhe dizem quais são as suspeitas do mal que a assombra, apenas a mandam fazer mais testes. Quando, depois de os fazer, ninguém lhe conta nada, Poppy entreouve o médico a contar à sua mãe que ela tem cancro no pâncreas, uma forma rara e altamente mortal.

James, que, na realidade é um vampiro, descendente de uma das mais antigas famílias do Mundo da Noite, sem saber o que fazer, recorre aos seus pais e a uma bruxa, que nada lhe podem dar para ajudar Poppy. Este vê-se, agora, num dilema: Deverá transformar Poppy em vampira e quebrar três das mais importantes regras do seu mundo - não contar a um humano acerca da existência do Mundo da noite, não transformar um humano sem autorização dos anciãos e admitir o seu amor por Poppy, uma das mais graves ofensas?

Quando confronta Poppy com esta escolha, ela não sabe o que fazer, deverá simplesmente morrer, embora não seja a sua hora? Ou deverá aceitar a proposta de James e sujeitar-se a uma transformação na qual poderá também não sobreviver? 

Posso, desde já, dizer que este livro superou largamente as minhas espetativas, talvez por não ter a mente toldada por adaptações televisivas ou cinematográficas... No entanto, penso que não foi apenas disso, a qualidade, na minha opinião, deste livro, é superior à dos outros.

A linguagem é extremamente simples, uma vez que o mundo nos é apresentado por adolescentes. Nunca somos confrontados com visões adultas, mas sempre juvenis e interessantes. Gostei do facto de todas as personagens terem o seu próprio destaque: a maior parte do livro é narrado do ponto de vista de Poppy, mas também vislumbramos as impressões de James e de Phill em diversas situações.

A personagem mais intrigante é Ash, o primo de James que vem destabilizar ainda mais a vida de Poppy e praticamente a rapta. Ash é intrigante, manipulador, matreiro... Apenas tenho pena de termos visto pouco dele. No entanto, fiquei com a sensação de que ele vai ser uma personagem constante nos próximos livros.

Poppy é, no inicio, um pouco ingénua, mas vai aprendendo a lidar com as situações de uma forma incrível. Talvez a morte eminente a tenha feito crescer. Conseguimos ver um enorme desenvolvimento da personagem enquanto pessoa, o que é dá ao livro movimento, um caráter não estagnado.

Adorei o facto de esta escritora, autora de outras histórias com vampiros, conseguir criar um mundo novo. Tem a capacidade de se distanciar das outras realidades que criou e começar uma do zero. No Mundo da Noite os vampiros podem andar ao sol, não é benéfico, mas também não os mata, como em Os Diários do Vampiro, podem ter filhos e envelhecer até ao momento que decidem parar, apesar de ser possível transformar humanos e, esses sim, não envelhecerão mais.

Enfim, foi uma lufada de ar fresco. Apesar de tudo, talvez este seja o livro que mais gostei desta autora. É irreverente e em nada igual ao que estamos habituados!




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